
O suplente de vereador por Rondonópolis, Rafael Galvan (Novo), preso durante uma abordagem na BR-163, em Sinop, na última segunda-feira (19), foi colocado em liberdade provisória no mesmo dia após quitar uma dívida de pensão alimentícia no valor de R$ 94 mil e efetuar o pagamento de fiança, conforme decisão judicial. O político tinha um mandado de prisão em aberto desde o dia 11 de maio por falta de pagamento da pensão.
De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal, Rafael foi abordado durante uma fiscalização de rotina na rodovia. Durante a ação, os agentes constataram que ele estava em posse de uma arma de fogo. Após consulta aos sistemas de segurança, também foi identificado o mandado de prisão em aberto, o que resultou na detenção imediata do suplente.
Segundo a PRF, o caso envolveu tanto a posse irregular de arma de fogo quanto o descumprimento da obrigação de pagamento da pensão alimentícia. O político foi encaminhado à delegacia da Polícia Civil de Mato Grosso em Sinop, onde o registro da ocorrência foi formalizado. Durante o procedimento, chamou a atenção o fato de Rafael ter sorrido ao ser fotografado.
Ainda no mesmo dia, o suplente passou por audiência de custódia. A Justiça determinou o pagamento de fiança no valor de R$ 7 mil, com possibilidade de parcelamento em duas vezes, além de estabelecer medidas cautelares. Entre elas, estão a obrigatoriedade de comparecer em juízo para informar e justificar suas atividades, a proibição de se ausentar da comarca por mais de oito dias sem autorização judicial, a restrição de não portar armas e a obrigação de não cometer novos crimes.
Até a última atualização desta reportagem, a defesa de Rafael Galvan não havia se manifestado oficialmente. Em suas redes sociais, o suplente publicou um vídeo após ser solto, agradecendo aos seguidores, mas não comentou diretamente sobre o caso.
Rafael Galvan é filho de Antonio Galvan, pré-candidato ao Senado e uma das principais lideranças do agronegócio em Mato Grosso. Em nota, Antonio afirmou que o filho deverá responder por suas atitudes perante a Justiça e ressaltou que tanto a Polícia Rodoviária Federal quanto a Polícia Civil atuaram dentro da legalidade durante a ocorrência.
O caso também traz à tona episódios anteriores envolvendo o suplente. Em abril do ano passado, Rafael foi preso em Limeira, no interior de São Paulo, sob suspeita de violência doméstica, ameaça, perseguição e descumprimento de medida protetiva contra a ex-companheira. Conforme registros judiciais, ele já foi alvo de duas ações relacionadas à perseguição de ex-parceiras.
As investigações e eventuais desdobramentos do caso seguem sob responsabilidade das autoridades competentes.
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