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Cuiabá tem a segunda cesta básica mais cara do Brasil, aponta Dieese

Entre os produtos que mais pesaram no bolso do consumidor estão o feijão, o arroz, a carne bovina e o leite integral.

09/07/2026 às 12h33
Por: Redação
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Cuiabá tem a segunda cesta básica mais cara do Brasil, aponta Dieese

Cuiabá registrou, em junho, a segunda cesta básica mais cara do país, conforme levantamento divulgado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Na capital mato-grossense, o custo médio da cesta básica chegou a R$ 937,93, ficando atrás apenas de São Paulo, onde o conjunto de alimentos essenciais custou, em média, R$ 965,47. Na sequência aparecem Rio de Janeiro, com R$ 920,94, e Florianópolis, com R$ 918,42.

O estudo mostra que o preço da cesta básica aumentou em 17 das capitais pesquisadas durante o mês de junho. A maior elevação foi registrada em Boa Vista, com alta de 3,28%, seguida por Palmas (3,01%), Rio Branco (2,20%) e Porto Alegre (2,18%).

Entre os produtos que mais contribuíram para o aumento dos preços está o feijão, que apresentou alta em todas as capitais analisadas. Segundo o Dieese, a valorização foi provocada pela redução da área cultivada e por problemas climáticos que afetaram a primeira e a segunda safras.

Além do feijão, itens como o arroz agulhinha, a carne bovina de primeira e o leite integral também registraram aumento, pressionando o orçamento das famílias brasileiras.

No acumulado dos seis primeiros meses do ano, todas as capitais pesquisadas apresentaram elevação no custo da cesta básica. As variações oscilaram entre 4,02%, em São Luís, e 21,48%, em Fortaleza.

Nas capitais das regiões Norte e Nordeste, onde a composição da cesta básica é diferente da adotada nas demais regiões do país, os menores custos médios foram registrados em Aracaju (R$ 630,40), São Luís (R$ 654,73), Maceió (R$ 671,41) e Natal (R$ 686,07).

Com base no valor da cesta básica mais cara do país, o Dieese estimou que o salário mínimo necessário para garantir o sustento de uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 8.110,92 em junho, cerca de cinco vezes superior ao salário mínimo vigente, fixado em R$ 1.621.

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