
O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Lucas Costa Beber, assumiu nesta segunda-feira (16) a presidência interina da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), uma das principais entidades representativas do agronegócio nacional.
Atual vice-presidente da entidade nacional desde 2024, Lucas ficará à frente da Aprosoja Brasil pelos próximos quatro meses. Ele assume o cargo após o afastamento temporário do presidente Maurício Buffon, que decidiu se licenciar para disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições deste ano pelo estado do Tocantins.
Ao assumir a nova função, Lucas Costa Beber afirmou que dará continuidade às ações já desenvolvidas pela entidade e reforçou o compromisso com pautas consideradas estratégicas para os produtores rurais brasileiros. Entre os temas destacados estão o endividamento rural, a reforma tributária, a segurança jurídica no campo e questões relacionadas à competitividade do setor.
Segundo o dirigente, a entidade continuará atuando em debates que impactam diretamente os agricultores, incluindo a Moratória da Soja, as cobranças de royalties e outras demandas que, na avaliação da Aprosoja, afetam a atividade produtiva em diversas regiões do país.
“Seguiremos firmes em pautas fundamentais para o setor, como o endividamento rural agrícola, a reforma tributária, a segurança jurídica, o enfrentamento a abusos contra os produtores, a exemplo da Moratória da Soja, das cobranças indevidas de royalties e de outros temas que impactam diretamente quem produz”, declarou.
A chegada de Lucas ao comando da Aprosoja Brasil também reforça o protagonismo de Mato Grosso dentro do agronegócio nacional. Esta é a segunda vez que um presidente da Aprosoja MT assume simultaneamente a liderança da entidade brasileira. O primeiro foi o produtor rural Rui Prado, que ocupou os dois cargos entre os anos de 2007 e 2010.
Mato Grosso lidera a produção nacional de soja e milho e tem papel fundamental nas discussões relacionadas ao desenvolvimento do setor agropecuário brasileiro. A expectativa é que a gestão interina mantenha a atuação da entidade nos principais debates econômicos, tributários e regulatórios que envolvem a produção agrícola no país.
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