
O município de Curvelândia, a 311 quilômetros de Cuiabá, voltou a entrar para a história da produção de laticínios no país ao fabricar o maior queijo frescal do Brasil. A peça, produzida durante a 16ª Festa do Queijo, alcançou impressionantes 3.247 quilos e superou o próprio recorde nacional registrado em 2025, quando o queijo pesou 3.005 quilos.
A produção mobilizou dezenas de pessoas e exigiu uma grande operação logística. Fabricado por uma indústria instalada no município, o queijo gigante foi produzido a partir de aproximadamente 28,6 mil litros de leite. Os trabalhos começaram ainda na manhã de sábado (13) e envolveram cerca de 30 profissionais, entre colaboradores da indústria, produtores rurais e moradores da cidade.
O corte oficial da peça ocorreu na tarde de domingo (14) e reuniu milhares de visitantes. Filas se formaram no local para a distribuição gratuita do queijo, que se tornou a principal atração do evento e um dos momentos mais aguardados da programação.
Segundo a organização, a fabricação exigiu planejamento técnico rigoroso para garantir a qualidade do produto e a segurança alimentar durante todas as etapas da produção. A indústria responsável pelo queijo emprega aproximadamente 60 famílias e recebe leite produzido em 11 municípios da região, fortalecendo toda a cadeia produtiva local.
Ao comentar o novo recorde, o presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios de Mato Grosso, Antonio Bornelli Filho, destacou que a meta agora é ainda mais ousada: superar novamente a marca alcançada neste ano. Embora não tenha revelado os detalhes do próximo projeto, ele ressaltou a importância econômica da atividade para os municípios produtores.
Além de movimentar o turismo e fortalecer a tradição da Festa do Queijo, o feito também evidencia a força da cadeia leiteira mato-grossense. De acordo com dados da Federação das Indústrias de Mato Grosso (FIEMT), o setor reúne cerca de 31 mil pequenos produtores, 86 indústrias e mais de 1,5 mil empregos formais em todo o estado, contribuindo diretamente para a geração de renda e o desenvolvimento regional.
Mín. 18° Máx. 34°