19°C 34°C
Primavera do Leste, MT

Em Várzea Grande, Faissal debocha após operação: “Que horas são no meu rolex?”

No registro, o deputado faz referência ao relógio Rolex citado nas apreensões da operação.

09/06/2026 às 10h41
Por: Redação
Compartilhe:
Em Várzea Grande, Faissal debocha após operação: “Que horas são no meu rolex?”

No mesmo dia em que foi alvo de uma operação da Polícia Federal que investiga um suposto esquema de venda de sentenças judiciais em Mato Grosso, o deputado estadual Faissal Calil publicou um vídeo nas redes sociais pedalando em Várzea Grande e ironizando a operação policial.

 

O vídeo foi divulgado na noite de segunda-feira (8) e rapidamente repercutiu nas redes sociais. Nas imagens, Faissal aparece sorrindo durante um pedal noturno enquanto comenta que algumas pessoas duvidaram que ele estaria participando da atividade após a operação realizada pela manhã.

 

A publicação ganhou ainda mais repercussão porque, durante a ação da Polícia Federal, o celular do parlamentar foi apreendido pelos agentes.

 

Em determinado momento do vídeo, Faissal também faz uma ironia relacionada às apreensões realizadas na operação. “Que horas são no meu Rolex?”, questiona o deputado em tom de deboche.

 

Segundo informações divulgadas pela investigação, entre os itens apreendidos com os alvos da operação estavam armas de fogo, canetas de luxo, aproximadamente R$ 200 mil em dinheiro e um relógio Rolex.

 

À imprensa, Faissal afirmou que, em sua residência, apenas o aparelho celular foi recolhido pela Polícia Federal.

 

O deputado estadual e o desembargador Dirceu dos Santos foram alvos da Operação Gemini, deflagrada pela Polícia Federal para investigar um suposto esquema de venda de decisões judiciais no estado.

 

Conforme as investigações, Faissal teria mantido relação de extrema confiança com o magistrado, de quem já foi assessor anteriormente.

 

A apuração da Polícia Federal aponta que o parlamentar seria considerado o “braço direito” do desembargador dentro do suposto esquema investigado, que teria movimentado cerca de R$ 3,2 milhões.

 

Até o momento, a defesa dos investigados sustenta que não houve prática de irregularidades e afirma que os fatos deverão ser esclarecidos no decorrer das investigações.

 

A Operação Gemini segue em andamento e apura possíveis crimes ligados à corrupção e comercialização de decisões judiciais em Mato Grosso.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários