
Sete mulheres com atuação em Mato Grosso foram incluídas na segunda edição da lista “As 100 Mulheres Poderosas do Agro”, publicada pela revista Forbes Brasil na quinta-feira (15), em comemoração ao Dia Internacional da Mulher Rural.
A seleção reconhece mulheres que exercem influência sobre negócios, investimentos, produção rural e projetos de desenvolvimento social e ambiental.
Entre as representantes de Mato Grosso estão Belisa Souza Maggi, Carmen Perez, Geni Caline Schenkel, Maria Cecília Zenezokemaero, Mônica Marchett, Natália Martins e Neiriane Taerik.
As trajetórias contemplam desde a administração de grandes empreendimentos agropecuários até a agricultura indígena e iniciativas de bioeconomia.
Fundadora do Agroligadas, em Campo Verde, está entre as selecionadas
Um dos destaques da lista é Geni Caline Schenkel, fundadora do Movimento Agroligadas, criado em 2018, no município de Campo Verde, região próxima a Primavera do Leste.
O movimento surgiu com o objetivo de aproximar o agronegócio da população urbana, ampliando o diálogo sobre a produção de alimentos e a realidade das atividades rurais.
A iniciativa, que começou com um grupo de mulheres, cresceu e atualmente reúne aproximadamente 3 mil participantes em 100 cidades de 24 estados brasileiros.
Segundo os dados apresentados pela Forbes, o movimento possui alcance estimado de mais de 2 milhões de pessoas.
Conheça as sete representantes de Mato Grosso
Belisa Souza Maggi — Fundação Amaggi
Presidente da Fundação Amaggi, Belisa atua na área de investimentos sociais do grupo empresarial. Ela é neta dos fundadores André e Lucia Maggi, acionista do conglomerado e sócia-administradora da Agropecuária Pirapora.
A fundação desenvolve projetos sociais em municípios onde o grupo mantém operações.
Carmen Perez — Pecuária e bem-estar animal
Pecuarista com atuação na Fazenda Orvalho das Flores, em Araguaiana, Carmen se destaca por projetos de manejo e bem-estar animal.
Ela criou o curso Rebanho de Valor e também desenvolveu o projeto audiovisual “Quando Ouvi a Voz da Terra”, que aborda sua relação com a atividade rural.
Geni Caline Schenkel — Movimento Agroligadas
Fundadora do movimento em Campo Verde, Geni desenvolve iniciativas de comunicação e aproximação entre produtores rurais e a sociedade.
O Agroligadas expandiu sua atuação para diferentes regiões do país, com participação de milhares de mulheres ligadas ao setor.
Maria Cecília Zenezokemaero — Agricultura indígena
Integrante do povo Haliti-Paresi, Maria Cecília foi a primeira mulher de sua aldeia a concluir o curso de Engenharia Agronômica.
Ela atua na assistência técnica a lavouras de algodão e na divulgação das práticas agrícolas de sua comunidade, em Campo Novo do Parecis.
Mônica Marchett — Pecuária e genética bovina
Pecuarista e diretora de marketing da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), Mônica participa da administração do Grupo Mônica.
O grupo desenvolve atividades agropecuárias em aproximadamente 70 mil hectares no Brasil e na Bolívia, com um rebanho de cerca de 25 mil bovinos.
Natália Martins — Fazenda Camparino
Representante da sexta geração de uma família de pecuaristas, Natália atua na gestão financeira e comercial da Fazenda Camparino, em Cáceres.
Além da criação de bovinos e cavalos Quarto de Milha, ela desenvolve conteúdos sobre o conhecimento acumulado pela família na pecuária.
Neiriane Taerik — Liderança indígena e bioeconomia
Aos 26 anos, Neiriane tornou-se a primeira mulher a presidir a Associação Indígena da Aldeia Barranco Vermelho, na Terra Indígena Erikpatsa, em Brasnorte.
Ela participa de uma iniciativa de beneficiamento e comercialização de castanha-do-brasil, que reúne mulheres indígenas e busca gerar renda por meio do aproveitamento sustentável dos recursos naturais.
Como a Forbes escolheu as participantes?
A revista considerou três critérios principais para elaborar a seleção:
A publicação também destacou que a influência não depende necessariamente da popularidade nas redes sociais ou da exposição pública.
Reconhecimento evidencia diferentes trajetórias
A presença das sete representantes de Mato Grosso na lista demonstra a diversidade de atividades exercidas por mulheres no agronegócio estadual.
O reconhecimento reúne profissionais de diferentes gerações e áreas de atuação, incluindo produção agrícola, pecuária, gestão empresarial, assistência técnica e desenvolvimento de comunidades indígenas.
A primeira edição da lista foi publicada em 2021. A segunda edição, divulgada em 2026, reúne cem mulheres de diferentes regiões do Brasil.
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