
O governador de Mato Grosso e pré-candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou que prefere compor sua chapa majoritária com uma mulher da Baixada Cuiabana. A declaração foi feita durante coletiva de imprensa no Palácio Paiaguás, na quarta-feira (29), quando detalhou as articulações políticas para a escolha da candidatura a vice-governadora.
Segundo Pivetta, a definição do nome ocorrerá até o dia 4 de agosto, data limite estabelecida pelo calendário eleitoral para a composição da chapa.
Mulheres seguem entre as principais opções
Além da deputada estadual Janaina Riva (MDB), que já vinha sendo citada nas negociações, a suplente de deputada federal Gisela Simona (União Brasil) também aparece entre os nomes discutidos nos bastidores.
O deputado estadual Max Russi (Podemos) ainda apresentou ao grupo uma relação de possíveis candidatas da legenda, composta por:
Fábio Garcia permanece no radar
Apesar da preferência por uma mulher, Pivetta destacou que o deputado federal Fábio Garcia (União Brasil) continua sendo uma das alternativas consideradas para compor a chapa.
“É um nome importantíssimo. A história que o Fábio tem faz com que seja impossível não considerá-lo como uma das possibilidades”, afirmou.
Relação com o MDB
Durante a entrevista, o governador também comentou as articulações envolvendo a deputada Janaina Riva e minimizou os desentendimentos ocorridos entre o governo e o MDB nos últimos anos.
Segundo ele, o partido sempre integrou a base aliada durante sua gestão.
“A Janaina preside um partido importante que é da nossa base aliada. Teve desentendimentos pontuais, mas ao longo dos sete anos e meio estivemos muito perto. O MDB nos apoiou, inclusive na Assembleia Legislativa, então não seria nada anormal conquistar o apoio do MDB novamente.”
Critérios para escolha
Pivetta afirmou que a escolha da candidatura a vice deverá considerar representatividade política, capacidade de ampliar a votação da chapa e compromisso com o modelo de gestão adotado pelo governo.
“Eu nunca escondi a minha preferência por uma mulher da Baixada Cuiabana. Essa é a preferência. Nem sempre a gente consegue fazer aquilo que prefere, mas nós não vamos derivar para outro extremo que não seja alguém com as prerrogativas de um agente político decente.”
O governador também descartou a distribuição de cargos públicos como moeda de troca para formar alianças.
Segundo ele, eventuais indicações para secretarias deverão respeitar critérios técnicos.
“Não pode ser negociação de entregar o Estado, fatiar o Estado. Se tiver que negociar cargos, que os partidos coloquem à disposição nomes que tenham capacidade técnica para tocar secretarias.”
Definição sai após convenções
Pivetta afirmou que continuará dialogando com os partidos aliados e com lideranças políticas, incluindo o ex-governador Mauro Mendes, antes de anunciar oficialmente o nome da candidatura a vice.
“Eu tenho até o dia 4 para tomar essa decisão. Estou refletindo sobre tudo, analisando as possibilidades, ouvindo amigos e pessoas de perto que fazem parte da história que escrevemos nesses sete anos e meio. No final, a gente senta com os partidos aliados e define o nome do vice ou da vice.”
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