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Operação Libertas mira grupo suspeito de extorquir comerciantes em Nova Mutum

Integrantes de uma facção criminosa cobravam entre R$ 150 e R$ 300 de empresários, mediante ameaças, para que os estabelecimentos pudessem continuar funcionando.

29/07/2026 às 14h51
Por: Redação
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Operação Libertas mira grupo suspeito de extorquir comerciantes em Nova Mutum

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (29), a Operação Libertas para desarticular um grupo investigado por extorquir comerciantes em Nova Mutum, a 264 quilômetros de Cuiabá. Conforme as investigações, integrantes de uma facção criminosa cobravam pagamentos periódicos de empresários, mediante ameaças, para permitir que os estabelecimentos continuassem funcionando normalmente.

Ao todo, a Justiça expediu 10 ordens judiciais, sendo cinco mandados de prisão preventiva, quatro mandados de busca e apreensão e o bloqueio de ativos financeiros dos investigados.

As diligências são realizadas em Nova Mutum e Cuiabá, com apoio da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) e da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core).

Comerciantes eram ameaçados

De acordo com a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Nova Mutum, responsável pelas investigações, o grupo atuava de forma organizada, com funções específicas entre os integrantes.

As vítimas recebiam ligações com ameaças ou eram abordadas pessoalmente nos próprios estabelecimentos comerciais, onde os suspeitos reforçavam a cobrança ilegal.

Segundo a investigação, os valores exigidos variavam entre R$ 150 e R$ 300 por estabelecimento.

Carro de luxo foi sequestrado

Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o sequestro de um Honda HR-V EX, ano/modelo 2025/2026, avaliado em aproximadamente R$ 159,9 mil.

Conforme os investigadores, um dos principais alvos apresentou rápida evolução patrimonial incompatível com a renda declarada, o que levantou suspeitas da prática de lavagem de dinheiro.

Objetivo da operação

Segundo a Polícia Civil, as medidas judiciais têm como finalidade interromper a atuação da organização criminosa, impedir a continuidade das extorsões, garantir o avanço das investigações e retirar recursos que, conforme a apuração, teriam sido obtidos por meio das cobranças ilegais impostas aos comerciantes.

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