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Novo ato em Cuiabá cobra expulsão de alunos e mais segurança na UFMT

A universidade afirmou que está acompanhando o caso e reforçou o compromisso com um ambiente seguro e respeitoso.

31/05/2026 às 10h15
Por: Redação
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Novo ato em Cuiabá cobra expulsão de alunos e mais segurança na UFMT

Estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso realizaram, nesta sexta-feira (29), um novo ato contra a misoginia e a violência contra a mulher no campus de Cuiabá. A mobilização é a segunda em menos de uma semana — a primeira ocorreu no dia 21 de maio — e foi motivada por denúncias graves envolvendo a circulação de uma suposta lista que classificava alunas como “estupráveis”, além de relatos de perseguição dentro do ambiente acadêmico. A caminhada começou na praça em frente ao restaurante universitário e seguiu pelas vias internas até a Avenida Fernando Corrêa da Costa, nas proximidades do viaduto, reunindo estudantes, professores, técnicos, movimentos sociais e membros da comunidade externa.

 

Durante o ato, manifestantes exibiram cartazes cobrando a expulsão de alunos envolvidos em casos de misoginia e assédio, além de medidas mais rígidas por parte da universidade. Faixas também chamaram atenção para a gravidade do problema no estado, apontando que centenas de mulheres já foram vítimas de violência sexual nos últimos anos. O protesto contou com apoio institucional da universidade, e a reitora, professora Marluce Souza e Silva, destacou que a participação da gestão representa o posicionamento da instituição diante dos episódios denunciados, reforçando o compromisso com um ambiente seguro, ético e respeitoso.

 

O movimento estudantil, com participação de grupos como o Movimento Correnteza e o Movimento de Mulheres Olga Benário, também tem pressionado por celeridade nas investigações. Na semana anterior, estudantes chegaram a ocupar a reitoria da universidade pedindo providências imediatas. Dois alunos — um do curso de Direito e outro de Engenharia Civil — foram identificados como autores da lista e estão suspensos temporariamente enquanto seguem as apurações administrativas e policiais.

 

Além das denúncias, relatos de intimidação também vieram à tona. Um estudante afirmou ter sido ameaçado pelo pai de um dos investigados, que seria policial federal e teria ido ao campus para intimidar colegas que denunciaram o caso. A situação ampliou a repercussão e intensificou o debate sobre segurança e proteção dentro do ambiente universitário. O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades e pela própria universidade, que afirma estar adotando medidas para garantir a integridade da comunidade acadêmica.

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