
Duas cidades de Mato Grosso se destacaram nos resultados do Indicador Criança Alfabetizada, divulgado nesta quarta-feira (1º), que avalia o nível de alfabetização nos primeiros anos do ensino fundamental em todo o país. Além dos destaques municipais, o próprio estado apresentou avanço significativo, superando a meta estipulada para 2025: a expectativa era atingir 63% de crianças alfabetizadas, mas o índice chegou a 75%.
Na capital, Cuiabá alcançou o segundo melhor desempenho entre as capitais brasileiras no avanço da alfabetização. O município saiu de 47% em 2024 para 61% em 2025, registrando um crescimento de 14 pontos percentuais. Entre as estratégias adotadas pela rede municipal estão ações de incentivo à leitura, maior participação das famílias no processo educacional e medidas para garantir a frequência escolar dos alunos.
Já no interior do estado, o município de Novo Santo Antônio chamou atenção ao atingir 100% de alfabetização entre os estudantes do 2º ano do ensino fundamental, superando com folga a meta de 74% prevista para o período. Foi a única cidade de Mato Grosso a alcançar esse índice máximo, registrando ainda um crescimento de 42 pontos percentuais em relação ao ano anterior.
De acordo com a gestão municipal, o resultado é fruto de um conjunto de ações integradas desenvolvidas ao longo do último ano. O município, que possui cerca de 27 crianças matriculadas nos anos avaliados, adotou medidas como a definição da alfabetização como prioridade, a criação de um grupo de trabalho específico e o estabelecimento de metas por escola e por turma.
Outro fator decisivo foi o engajamento das famílias e a garantia da frequência escolar. Projetos de incentivo à leitura no ambiente doméstico e estratégias de busca ativa ajudaram a manter os estudantes na escola. A articulação com a Secretaria de Estado de Educação também contribuiu para ampliar a capacidade técnica da rede municipal e dar mais consistência às ações pedagógicas.
As escolas também passaram a aplicar avaliações diagnósticas internas e externas de forma contínua, permitindo identificar o nível de aprendizagem de cada aluno e ajustar o planejamento pedagógico. Além disso, houve padronização das práticas em sala de aula, com foco na consciência fonológica, na relação entre letras e sons, na fluência de leitura e na compreensão de textos.
O Indicador Criança Alfabetizada é calculado com base em um teste aplicado a estudantes do final do 2º ano do ensino fundamental, geralmente com cerca de 7 anos de idade. A avaliação, coordenada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, é composta por 16 questões de múltipla escolha e três de resposta construída, incluindo uma produção textual.
O padrão nacional de alfabetização é definido a partir de um corte de 743 pontos na escala do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), servindo como referência para medir a qualidade da educação básica no país.
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