
Um homem de 29 anos foi preso pela Polícia Militar na manhã de sexta-feira (16), após uma denúncia de disparo de arma de fogo nas proximidades de um rio, no bairro Jardim Paraíso, em Cáceres, a aproximadamente 220 quilômetros de Cuiabá.
Durante a abordagem, os policiais encontraram uma garrucha artesanal calibre .22, com um cartucho deflagrado. Segundo a PM, o suspeito afirmou que havia comprado a arma poucos dias antes e que estava na região justamente para testar seu funcionamento.
A ocorrência também resultou na apreensão de quatro papelotes de substância semelhante à pasta-base de cocaína e munições deflagradas, encontrados posteriormente na residência do homem.
Denúncia de disparo mobilizou policiais
De acordo com a Polícia Militar de Mato Grosso, equipes do 6º Comando Regional realizavam patrulhamento ostensivo durante a Operação Território Livre quando receberam informações sobre um possível disparo de arma de fogo.
A denúncia indicava que o barulho havia sido ouvido nas proximidades da margem de um rio, em uma região com vegetação.
Diante das informações, os militares se deslocaram até o local para verificar a situação.
Durante as buscas, encontraram um homem caminhando por uma trilha em meio à mata.
Suspeito estava com garrucha artesanal
Os policiais realizaram a abordagem e localizaram com o suspeito uma arma de fogo artesanal, conhecida como garrucha, de calibre .22.
O armamento estava com um cartucho já deflagrado, indicando que a munição havia sido disparada.
Questionado pelos militares, o homem relatou que tinha adquirido a arma havia alguns dias.
Ainda segundo a PM, ele afirmou que se deslocou até a margem do rio com a intenção de testar o equipamento.
A declaração foi registrada pelos policiais e deverá ser analisada juntamente com os demais elementos da ocorrência.
Homem revelou que mantinha drogas e munições em casa
Durante a abordagem, o suspeito também informou aos policiais que guardava munições e entorpecentes em sua residência.
Com base nessa informação, a equipe seguiu até o endereço indicado para verificar a situação.
No imóvel, os militares encontraram quatro papelotes de substância análoga à pasta-base de cocaína, além de munições deflagradas.
Todo o material foi apreendido e encaminhado para os procedimentos legais.
A Polícia Militar não divulgou o peso das porções de droga nem informou a quantidade exata de munições encontradas na residência.
Suspeito foi encaminhado à delegacia
Após a apreensão da arma, das munições e das substâncias suspeitas, o homem foi conduzido à delegacia da Polícia Civil.
A ocorrência foi registrada por suspeita de porte ilegal de arma de fogo e envolvimento com drogas.
A Polícia Civil deverá analisar o material apreendido e esclarecer as circunstâncias do caso.
Até as informações divulgadas, não havia confirmação de que o homem estivesse comercializando entorpecentes ou de que a arma tivesse sido utilizada em outro crime.
Porte ilegal de arma é previsto no Estatuto do Desarmamento
O porte ilegal de arma de fogo de uso permitido está previsto no artigo 14 da Lei nº 10.826/2003, conhecida como Estatuto do Desarmamento.
A legislação estabelece pena de dois a quatro anos de reclusão e multa para essa modalidade de infração.
O enquadramento específico dependerá da análise das características da arma, das circunstâncias em que foi encontrada e dos demais elementos reunidos pela investigação.
Quanto à substância apreendida, será necessário confirmar sua natureza e avaliar as circunstâncias da posse. A simples localização de porções de droga não comprova, isoladamente, a prática de tráfico.
Operação Território Livre
A prisão ocorreu durante uma ação da Operação Território Livre, realizada pela Polícia Militar para intensificar o patrulhamento e a repressão a atividades criminosas.
No caso registrado em Cáceres, a denúncia sobre um possível disparo levou os policiais até a região de mata, onde encontraram o suspeito.
A ocorrência terminou com um homem preso, uma garrucha artesanal apreendida, quatro papelotes de substância semelhante à pasta-base de cocaína e munições recolhidas.
A investigação ficará a cargo da Polícia Civil.
Mín. 21° Máx. 40°