
O apoio de dois nomes conhecidos do agronegócio de Mato Grosso, Eraí Maggi e Blairo Maggi, não foi suficiente para garantir a eleição de Carlos Fávaro (PSD) e Neri Geller (PP) nas eleições realizadas no domingo (4).
Os dois ex-ministros da Agricultura disputavam vagas no Congresso Nacional, mas não conseguiram se eleger, apesar do apoio público recebido durante a campanha.
Carlos Fávaro, que tentava a reeleição ao Senado Federal, recebeu 411.020 votos, equivalentes a 11,50% dos votos válidos, terminando a disputa na quarta colocação.
As duas vagas de Mato Grosso no Senado foram conquistadas por Mauro Mendes (União Brasil), com 1.187.352 votos, e José Medeiros (PL), com 977.777 votos.
Já Neri Geller, que buscava retornar à Câmara dos Deputados, recebeu 31.383 votos e ficou na suplência, sem conquistar uma das oito cadeiras destinadas a Mato Grosso.
Durante o período eleitoral, Blairo Maggi declarou apoio às candidaturas e chegou a afirmar que participava da construção do projeto político de Neri Geller. O ex-governador também destacou a experiência dos dois ex-ministros na representação do setor produtivo.
Eraí Maggi, conhecido por sua atuação no agronegócio mato-grossense, também manifestou publicamente apoio à candidatura de Carlos Fávaro ao Senado.
Apesar das manifestações de apoio, os resultados das urnas não garantiram aos dois candidatos as vagas pretendidas.
O desempenho eleitoral repercutiu no cenário político estadual, principalmente pela participação de lideranças do agronegócio nas articulações que antecederam a votação.
Fávaro permanece no Senado até o início de 2027, quando termina seu atual mandato. Neri Geller, por sua vez, não conquistou uma cadeira titular na Câmara dos Deputados para a próxima legislatura.
O resultado encerra a disputa eleitoral dos dois ex-ministros em 2026 sem a conquista dos mandatos pretendidos.
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