
O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), rejeitou nesta terça-feira (6) um requerimento assinado por 15 dos 23 vereadores que pedia a definição de uma data para uma nova eleição da Mesa Diretora da Casa para o biênio 2027/2028.
O pedido foi apresentado pelo vereador Charles da Educação (União Brasil) e contava com apoio da maioria dos parlamentares. Com o indeferimento da Presidência, a solicitação não avançou para definir uma data para a nova votação.
A decisão provocou reação no plenário. O vereador Rogerinho da Dakar (PSDB), líder da prefeita Flávia Moretti (PL) na Câmara, contestou a medida e afirmou que, diante das 15 assinaturas, o assunto deveria ser submetido aos vereadores.
Durante seu pronunciamento, Rogerinho acusou a Presidência de “rasgar” o Regimento Interno e argumentou que o plenário é soberano para decidir sobre a questão.
O vereador também fez outras críticas à condução da Câmara, alegando que parlamentares têm pronunciamentos interrompidos e que determinadas matérias deixam de ser colocadas em votação. As declarações representam a posição de Rogerinho sobre a atuação da atual Presidência.
Wanderley, por outro lado, sustenta que não há determinação judicial para a realização imediata de uma nova eleição. O presidente defende aguardar o andamento da disputa judicial antes de convocar outro pleito.
O impasse começou após o Supremo Tribunal Federal (STF) anular a eleição da Mesa Diretora realizada em maio deste ano.
Naquela votação, Wanderley havia sido eleito presidente para o biênio 2027/2028 por 12 votos a 11, derrotando a chapa encabeçada pelo vereador Lucas Ribeiro Ductievicz, o Lucas do Chapéu do Sol (PL).
O ministro Dias Toffoli, do STF, anulou o resultado e determinou uma nova análise da controvérsia pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), considerando os precedentes da Suprema Corte sobre o período permitido para a realização das eleições das Mesas Diretoras.
A Câmara apresentou recurso contra a decisão. Wanderley argumenta que esse recurso ainda precisa ser analisado e que a decisão do STF não determinou expressamente a realização imediata de outra eleição.
O conflito também chegou novamente à Justiça. Cinco vereadores ingressaram com mandado de segurança para tentar obrigar a Presidência a convocar uma sessão extraordinária e realizar o novo pleito.
Nesta terça-feira (6), o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, decidiu não analisar imediatamente o pedido de liminar e determinou que Wanderley apresente esclarecimentos no prazo legal de 10 dias.
Enquanto a disputa política e judicial continua, a Câmara de Várzea Grande permanece sem uma nova data definida para a eleição da Mesa Diretora que comandará o Legislativo em 2027 e 2028.
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