
Uma servidora da Prefeitura de Alta Floresta foi suspensa por 15 dias após uma sindicância administrativa apurar conflitos recorrentes com uma colega de trabalho, incluindo uma ameaça envolvendo uma tesoura. O caso ocorreu em um serviço ligado à Secretaria Municipal de Saúde.
Segundo a decisão administrativa, durante uma das discussões, a funcionária teria ameaçado cortar os dedos da colega caso ela pegasse novamente sua tesoura.
Durante a sindicância, a própria servidora confirmou a discussão e a declaração, mas afirmou que a fala teria sido feita em tom de brincadeira e que a tesoura não possuía corte. A comissão responsável pelo procedimento entendeu, porém, que a justificativa não afastava o caráter intimidatório da manifestação.
A investigação administrativa apontou ainda que os conflitos entre as duas funcionárias eram recorrentes e provocavam tensão entre outros integrantes da equipe.
Testemunhas ouvidas durante o procedimento relataram que os desentendimentos prejudicavam a convivência profissional e poderiam interferir inclusive em discussões relacionadas ao atendimento de pacientes.
A então secretária municipal de Saúde, Lúcia Tizo, chegou a tentar realizar uma reunião para solucionar os problemas entre as servidoras. Conforme os depoimentos reunidos no processo, o encontro não avançou diante da intensidade da discussão.
Além do episódio envolvendo a tesoura, a sindicância apontou o uso de expressões consideradas desrespeitosas e o compartilhamento de conteúdo classificado como vexatório em um grupo de trabalho.
A defesa da servidora contestou o procedimento e alegou, entre outros pontos, excesso de prazo, problemas nas prorrogações, questionamentos sobre a citação realizada pelo WhatsApp e inexistência de infração disciplinar.
Os argumentos foram rejeitados pela administração municipal. A decisão considerou que houve oportunidade de defesa durante o processo e determinou a suspensão disciplinar por 15 dias. A medida foi assinada pelo prefeito Valdemar Gamba na sexta-feira (2) e publicada oficialmente nesta terça-feira (6).
A outra servidora envolvida nos conflitos também teve a conduta analisada. No caso dela, porém, o procedimento foi arquivado porque o contrato com o município havia terminado em julho de 2025, impossibilitando a aplicação de eventual penalidade administrativa.
A decisão não registra agressão física nem condenação criminal relacionada ao episódio. Também não foi informada a data em que a suspensão de 15 dias será cumprida.
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