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Derrota de Júlio e fim do mandato de Jayme encerram ciclo dos Campos

Júlio e Jayme passaram pela Prefeitura de Várzea Grande, Governo de MT, Câmara dos Deputados, Senado e Assembleia Legislativa.

06/10/2026 às 09h39
Por: Redação
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Derrota de Júlio e fim do mandato de Jayme encerram ciclo dos Campos

O resultado das eleições de 2026 marca uma mudança histórica para uma das famílias mais tradicionais da política de Mato Grosso. Com Júlio Campos (União) fora da próxima legislatura da Assembleia Legislativa e o mandato do senador Jayme Campos (União) chegando ao fim, a família ficará sem representante exercendo mandato eletivo a partir de 2027.

Júlio tentou a reeleição para deputado estadual, mas terminou a disputa com 18.517 votos. Ele ficou como primeiro suplente da Federação União Progressista. Os eleitos pela federação foram Dilmar Dal Bosco, com 56.294 votos, e Sebastião Machado Rezende, com 32.108. 

Já Jayme Campos não disputou as eleições deste ano. O senador tentou viabilizar uma candidatura ao Governo de Mato Grosso, mas a proposta foi derrotada durante a convenção do União Brasil, que decidiu apoiar Otaviano Pivetta (Republicanos).

Jayme permanece senador até o encerramento do atual mandato, em 2027. Dessa forma, a mudança não ocorre imediatamente: Júlio ainda conclui seu mandato estadual e Jayme permanece no Senado até o término da legislatura.

A partir de 2027, porém, nenhum dos dois irmãos estará ocupando cargo eletivo, interrompendo uma sequência de décadas de presença da família Campos na política mato-grossense. 

A trajetória de Júlio Campos começou ainda na década de 1970. Ele foi eleito prefeito de Várzea Grande em 1972 e, ao longo da carreira, ocupou cargos de deputado federal, governador de Mato Grosso, senador e deputado estadual, além de ter participado da Assembleia Nacional Constituinte.

Jayme também construiu sua carreira política a partir de Várzea Grande. Foi prefeito do município, governador de Mato Grosso e chegou ao Senado Federal.

Considerando a eleição de Júlio para a Prefeitura de Várzea Grande em 1972 como marco, são 54 anos de presença política da família em cargos eletivos, embora a trajetória política dos Campos tenha raízes anteriores, com o pai dos irmãos, Júio Domingos de Campos, conhecido como Seo Fiote.

O resultado das urnas, portanto, encerra uma sequência de representação direta dos principais nomes da família, mas não significa necessariamente o fim da participação ou da influência política do grupo.

A própria condição de Júlio como suplente permite eventual retorno à Assembleia durante a próxima legislatura caso seja convocado. Além disso, os integrantes da família podem voltar a disputar eleições futuras.

Por isso, o cenário de 2026 representa, de forma objetiva, o fim da presença contínua dos irmãos Campos em mandatos eletivos a partir de 2027, depois de mais de cinco décadas de protagonismo na política de Mato Grosso.

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