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Plantio da soja avança, mas clima acende alerta em Mato Grosso

Produtores acompanham o céu antes de acelerar definitivamente as máquinas no campo.

30/09/2026 às 09h23
Por: Redação
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Plantio da soja avança, mas clima acende alerta em Mato Grosso

O plantio da soja em Mato Grosso começou a safra 2026/2027 em ritmo superior ao registrado no ciclo anterior, mas a irregularidade das chuvas aumenta a preocupação dos produtores com o desenvolvimento das lavouras e o cumprimento do calendário agrícola.

Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), até 18 de setembro, 1,15% da área projetada para a soja já havia sido semeada no Estado. O percentual está 0,60 ponto percentual acima do registrado no mesmo período da safra passada e também supera a média dos últimos cinco anos, de 0,94%.

A região oeste lidera os trabalhos, com 2,19% da área plantada, seguida pelo médio-norte, com 2,16%. Chuvas pontuais permitiram a entrada das máquinas em algumas propriedades, principalmente nas áreas que receberam volume suficiente para garantir umidade no solo.

Apesar do avanço inicial, produtores que trabalham em áreas de sequeiro adotam maior cautela. Em muitas propriedades, a semeadura depende da consolidação das chuvas para reduzir o risco de perdas logo nos primeiros estágios da cultura.

Uma precipitação isolada pode ser suficiente para estimular a germinação da soja, mas não necessariamente garante água para a continuidade do desenvolvimento das plantas. Se o solo perder rapidamente a umidade e novas chuvas demorarem a ocorrer, as plântulas ficam sujeitas ao estresse hídrico, falhas no estande e, em situações mais severas, necessidade de replantio.

A preocupação também se estende ao restante do calendário agrícola. Mato Grosso concentra sistemas de produção em que a soja é cultivada primeiro e, após a colheita, dá lugar principalmente ao milho de segunda safra e ao algodão. Por isso, atrasos na implantação ou no ciclo da oleaginosa podem reduzir a janela considerada mais adequada para as culturas seguintes.

O cenário climático, portanto, deverá permanecer no centro das atenções nas próximas semanas. A regularização das precipitações será determinante para que o ritmo de plantio ganhe força nas principais regiões produtoras do Estado sem elevar excessivamente o risco para quem coloca as máquinas no campo.

Mesmo com os números iniciais acima dos registrados no ciclo anterior, o avanço da safra dependerá menos de chuvas isoladas e mais da manutenção de umidade suficiente no solo para garantir a emergência e o estabelecimento das lavouras.

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