
Uma mulher de 37 anos foi alvo de um mandado de busca e apreensão nesta quinta-feira (24), em Sinop, durante uma investigação sobre a divulgação, sem autorização, de imagens íntimas de uma empresária de 40 anos, moradora de Lucas do Rio Verde. A ação foi realizada pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) de Lucas do Rio Verde.
Segundo a Polícia Civil, a investigada teria conseguido acesso às fotografias por meio do celular de um homem que havia mantido relacionamento com a vítima. A linha apurada pelos investigadores é de que, após descobrir esse relacionamento, a mulher teria acessado o conteúdo e passado a compartilhá-lo como forma de vingança.
A empresária procurou a Polícia Civil e registrou um boletim de ocorrência. A partir da denúncia, os investigadores iniciaram diligências para identificar a origem dos compartilhamentos.
Número de telefone levou à suspeita
Durante a investigação, a equipe conseguiu identificar o número de telefone que teria sido utilizado para divulgar as fotografias. A apuração levou os policiais até a mulher de 37 anos.
Outras publicações sobre o caso informam que as fotografias teriam circulado em grupos de WhatsApp de Lucas do Rio Verde.
Com os elementos reunidos no inquérito, a Polícia Civil solicitou à Justiça a expedição de um mandado de busca e apreensão. O pedido foi autorizado e cumprido em um endereço de Sinop.
Polícia busca aparelhos eletrônicos
A medida tem como objetivo localizar celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos que possam conter informações relacionadas ao compartilhamento das imagens.
Os investigadores pretendem analisar conversas, arquivos, números de telefone e outros elementos que possam ajudar a determinar a extensão da divulgação das fotografias e a eventual participação de outras pessoas.
A divulgação de imagens íntimas sem consentimento pode configurar crime. Quando praticada com objetivo de exposição ou retaliação, a conduta é popularmente chamada de “pornografia de vingança”.
A investigação continua para esclarecer todas as circunstâncias do caso e individualizar eventuais responsabilidades. O cumprimento do mandado de busca e a condição de investigada não representam condenação, e a suspeita terá direito à defesa durante o procedimento.
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