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Servidores da UFMT e UFR entram em greve em Mato Grosso

A categoria reivindica o cumprimento integral do acordo firmado ao fim da greve de 2024, além de outras demandas da carreira que, segundo o sindicato, ainda não foram atendidas pelo governo federal.

14/04/2026 às 19h32
Por: Redação
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Servidores da UFMT e UFR entram em greve em Mato Grosso

Servidores técnico-administrativos da Universidade Federal de Mato Grosso e da Universidade Federal de Rondonópolis entraram em greve por tempo indeterminado nesta segunda-feira (13), em Mato Grosso. A paralisação ocorre em adesão ao movimento nacional convocado pela Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil.

 

A decisão foi aprovada durante assembleia geral organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação, com participação de servidores em diversas cidades, incluindo Cuiabá, Barra do Garças, Sinop e Rondonópolis.

 

De acordo com a ata da assembleia, 292 pessoas participaram da votação em Cuiabá, incluindo servidores de Várzea Grande e do Hospital Universitário Júlio Müller. Também foram registrados 29 participantes na região do Araguaia, 37 em Sinop e 35 em Rondonópolis, com ampla maioria favorável à paralisação.

 

A categoria reivindica o cumprimento integral do acordo firmado ao fim da greve de 2024, além de outras demandas da carreira que, segundo o sindicato, ainda não foram atendidas pelo governo federal.

 

Segundo a coordenadora regional do SINTUF-MT, Marillin de Castro Cunha Tedesco, a greve impacta diretamente os serviços administrativos e de apoio nas instituições de ensino superior.

 

Entre os efeitos imediatos está o fechamento da biblioteca da UFMT. Já o Hospital Veterinário e o Hospital Universitário operam em regime de escala, mantendo cerca de 30% dos atendimentos, conforme previsto para serviços considerados essenciais.

 

O restaurante universitário não deve ser afetado, já que funciona por meio de empresa terceirizada. No entanto, a paralisação compromete atividades importantes como atendimento em secretarias acadêmicas, emissão de diplomas e certificados, tramitação de processos administrativos, além do suporte a laboratórios e preparação de aulas.

 

O Comando Local de Greve já foi instalado e será responsável por definir os serviços essenciais e avaliar situações excepcionais durante o movimento.

 

Além disso, cinco representantes da base de Mato Grosso foram eleitos para integrar o Comando Nacional de Greve, em Brasília, onde participarão das negociações com o governo federal.

 

Até o momento, não há previsão para o fim da paralisação. A continuidade do movimento deverá ser discutida em novas assembleias da categoria.

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