
Marcos Benedito da Silva, de 47 anos, foi morto a tiros na manhã desta quinta-feira (17), em Santo Antônio de Leverger, momentos antes de participar de uma sessão do Tribunal do Júri. Uma câmera de segurança registrou a movimentação do veículo usado no crime e a aproximação de um dos envolvidos.
Marcos era réu em um processo por homicídio ocorrido em Barão de Melgaço, em 2020, e seria julgado às 9h. O júri seria realizado no plenário da Câmara Municipal de Santo Antônio de Leverger, espaço utilizado para esse tipo de sessão porque o fórum da cidade não dispõe de estrutura adequada.
Nas imagens de videomonitoramento, um veículo chega e para nas proximidades. Em seguida, um homem desembarca e caminha em direção à região onde Marcos estava. Pouco depois ocorre o ataque. A vítima foi atingida por três disparos e morreu no local.
Polícia apura possível vingança
A principal linha investigada pelas autoridades é de que o homicídio possa ter sido motivado por vingança relacionada ao crime pelo qual Marcos seria julgado. Entre os suspeitos identificados pela polícia está Hitalo Rocha Brage, de 37 anos, filho de Lair Prado Rocha, vítima do homicídio ocorrido em 2020.
A eventual motivação, porém, ainda integra a investigação e não constitui uma conclusão definitiva sobre as circunstâncias do crime.
Segundo informações policiais divulgadas nesta quinta-feira, outros dois homens também são investigados por possível participação na ação. Os três eram procurados pelas forças de segurança até as atualizações consultadas.
Carro usado no crime foi encontrado
Após o homicídio, a Polícia Militar iniciou buscas e encontrou o veículo utilizado pelos envolvidos abandonado na estrada principal do distrito de Varginha, em Santo Antônio de Leverger.
O Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) foi mobilizado para auxiliar nas buscas pelos suspeitos. Polícia Militar, Polícia Civil e Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) também atuaram na ocorrência.
Uma equipe de saúde chegou a ser chamada, mas Marcos já estava morto.
Advogado ouviu os disparos
O advogado Elder Almeida, que acompanhava Marcos para o julgamento, relatou que deixou o cliente na entrada da Câmara e entrou no plenário para se preparar para a sessão. Marcos permaneceu do lado de fora acompanhado de testemunhas de defesa e da irmã.
Pouco depois, o advogado ouviu os tiros e, quando saiu, encontrou o cliente já sem vida. Segundo ele, Marcos não havia relatado ameaças antes do julgamento.
As imagens das câmeras de segurança fazem parte dos elementos utilizados pela investigação para reconstruir a dinâmica do homicídio e identificar os participantes.
A Polícia Civil segue investigando o caso e apurando a participação individual de cada suspeito.
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