
A Polícia Civil de Mato Grosso desarticulou um grupo investigado pelo roubo de aproximadamente 197 toneladas de soja na região sul do estado. A Operação Entreposto cumpriu 15 mandados judiciais em Primavera do Leste e Rondonópolis, após investigações sobre ataques a caminhões nas rodovias BR-163 e BR-364.
Segundo a Polícia Civil, o grupo é relacionado a pelo menos quatro ações criminosas. Os suspeitos abordavam caminhões carregados, rendiam os motoristas e mantinham as vítimas em cárcere privado enquanto realizavam a retirada dos grãos.
Criminosos abandonavam caminhões após retirar soja
As investigações apontam que o principal objetivo dos criminosos era a carga transportada. Após render os caminhoneiros, o grupo transferia a soja para outros veículos.
Depois do transbordo, os caminhões utilizados originalmente para transportar os grãos eram abandonados.
A Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis identificou ainda uma estrutura que seria utilizada para transportar e posteriormente comercializar as cargas desviadas.
Motorista que se apresentou como vítima entrou na mira
Um dos pontos que chamou atenção durante a investigação foi a descoberta de que um motorista que inicialmente havia se apresentado como vítima de um dos roubos teria, segundo a Polícia Civil, participação no esquema.
Com o avanço das apurações, ele passou à condição de investigado e se tornou alvo de um dos mandados de prisão preventiva.
Ao todo, foram expedidos quatro mandados de prisão preventiva e 11 de busca e apreensão, cumpridos em Rondonópolis e Primavera do Leste.
Grupo utilizava veículos como batedores
Conforme a investigação, o esquema contava ainda com veículos que atuavam como batedores durante o transporte da soja.
A função seria percorrer os trajetos e identificar possíveis fiscalizações, permitindo que os veículos responsáveis pelas cargas evitassem abordagens das forças de segurança.
Notas fiscais eram usadas para dar aparência legal às cargas
A Polícia Civil também identificou o uso de notas fiscais emitidas por uma empresa ligada a um dos investigados.
Segundo os investigadores, os documentos eram utilizados para dar aparência de legalidade à origem da soja e facilitar a comercialização dos grãos após os roubos.
Durante a operação, a polícia também cumpriu determinações para apreender veículos, celulares, documentos e equipamentos eletrônicos. O material será analisado para aprofundar as investigações e identificar outros possíveis envolvidos.
A Operação Entreposto contou com equipes da Derf de Rondonópolis e Primavera do Leste, além da DHPP e da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Rondonópolis.
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