A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) deflagrou, na manhã desta terça-feira (28), a Operação Salve Geral em Sinop, no norte de Mato Grosso. A ação tem como alvo uma organização criminosa investigada por comandar diversos crimes a partir do Presídio Ferrugem.
Durante a operação, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão, além da prisão em flagrante de duas pessoas.
A força-tarefa reúne equipes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Polícia Militar, Polícia Penal e da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco). As ordens judiciais foram cumpridas de forma simultânea para enfraquecer a estrutura da organização criminosa e ampliar a coleta de provas.
Segundo a FICCO, as diligências continuam e novas medidas judiciais poderão ser adotadas conforme o avanço das investigações.
Liderança atuava de dentro do presídio
As investigações apontam que dois integrantes da facção utilizavam a estrutura do Presídio Ferrugem para coordenar ações criminosas em Sinop.
De acordo com a FICCO, os suspeitos transmitiam ordens para comparsas que atuavam fora da unidade prisional, mantendo o funcionamento da organização mesmo com parte da liderança presa.
Os investigadores identificaram uma estrutura hierárquica bem definida, com distribuição de funções entre os integrantes da facção.
Durante o cumprimento dos mandados, também foram apreendidos aparelhos eletrônicos, documentos e outros materiais que poderão contribuir para a identificação de novos envolvidos.
Grupo é investigado por diversos crimes
A organização criminosa é investigada por envolvimento em extorsão contra empresas, tortura, tráfico de drogas, latrocínio e lavagem de dinheiro.
Segundo as investigações, a atuação do grupo estava concentrada principalmente nos bairros Camping Club e Alto da Glória, em Sinop.
As equipes também analisam a movimentação financeira da facção para identificar pessoas responsáveis por ocultar recursos provenientes das atividades criminosas.
Prisões em flagrante
Durante o cumprimento das ordens judiciais, duas pessoas foram presas em flagrante.
Até o momento, a FICCO não divulgou a identidade dos detidos nem detalhes sobre as circunstâncias das prisões ou a participação de cada um na organização criminosa.
A operação segue em andamento, e novas informações deverão ser divulgadas pelas autoridades conforme o avanço das investigações.