O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou que a deputada estadual e presidente do MDB no Estado, Janaina Riva, continua sendo uma das opções para compor sua chapa nas eleições de 2026, seja como candidata a vice-governadora ou como segundo nome ao Senado Federal.
A definição da composição da chapa, no entanto, depende do desfecho das articulações entre União Brasil e Progressistas, que realizam convenção no próximo dia 30 de julho. O principal impasse envolve o senador Jayme Campos (União Brasil), que mantém a intenção de disputar o Governo do Estado, enquanto outra ala da federação defende apoio ao projeto de Pivetta.
Durante entrevista concedida nesta terça-feira (28), o governador ressaltou que busca construir uma ampla aliança política com lideranças que compartilhem dos mesmos objetivos de gestão.
“Nós não podemos fazer alianças que não sejam republicanas, que não sejam de pessoas que têm objetivos comuns. Estou convocando, convidando todos que têm os mesmos objetivos para continuar construindo uma coligação mais ampla possível. […] A Janaina é uma liderança importante do cenário político de Mato Grosso e tem uma importância estratégica, nós estamos considerando, estamos conversando”, afirmou.
Pivetta também destacou que Janaina Riva não é a única possibilidade para compor a chapa. Segundo ele, partidos aliados, como o Progressistas e o Podemos, também apresentam nomes para a disputa.
No Progressistas, a suplente de senadora Margareth Buzetti manifesta interesse em disputar uma vaga ao Senado. Já o Podemos, presidido pelo deputado estadual Max Russi, avalia nomes femininos para ocupar a vaga de vice-governadora.
O governador afirmou que ainda não há definição sobre a composição da chapa.
“Pode ser tanto senadora como vice. Não tem nada fechado, nada decidido. […] O fechamento de vice, a segunda vaga da chapa, o Senado será depois disso. Provavelmente a partir do final da semana”, declarou.
Pesquisa eleitoral
Pivetta também comentou o levantamento divulgado pelo Instituto MT Dados, que apontou crescimento de seis pontos percentuais em sua intenção de voto, colocando-o em empate técnico com o senador Wellington Fagundes (PL).
Segundo o governador, o avanço é reflexo do período em que passou a comandar efetivamente o Executivo estadual, após assumir o cargo em 31 de março deste ano, quando o então governador Mauro Mendes (União Brasil) renunciou ao mandato para disputar uma vaga ao Senado Federal.
Para Pivetta, a tendência é que sua gestão seja cada vez mais conhecida pela população com a aproximação do período eleitoral.