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Prefeito de Campo Verde nega irregularidades e diz confiar na Justiça após Operação

Segundo o gestor, foi a própria Prefeitura que determinou uma auditoria interna e encaminhou as informações aos órgãos de controle.

09/07/2026 às 12h35
Por: Redação
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Prefeito de Campo Verde nega irregularidades e diz confiar na Justiça após Operação

O prefeito de Campo Verde, Alexandre Lopes de Oliveira (União Brasil), divulgou um vídeo em suas redes sociais nesta quarta-feira (9) para rebater as acusações investigadas na segunda fase da Operação Gomorra, que apura supostos desvios de recursos públicos envolvendo contratos de locação de veículos e abastecimento de combustível no município.

Durante o pronunciamento, o gestor afirmou que é inocente e contestou a interpretação de que seria o principal responsável pelas irregularidades investigadas. Segundo Alexandre Lopes, foi a própria administração municipal que determinou, há mais de um ano, a realização de uma auditoria interna para analisar contratos relacionados à frota de veículos e ao fornecimento de combustíveis.

“O conteúdo divulgado não corresponde aos autos no que diz respeito à afirmação de que o prefeito seria o ponto central das denúncias”, declarou.

De acordo com as investigações, são apurados o suposto desvio de aproximadamente 70 mil litros de combustível, o pagamento por locação de veículos que, segundo a investigação, não existiam, além de despesas com manutenção de bens sem vínculo com o patrimônio público. Os contratos investigados somam mais de R$ 29 milhões.

No vídeo, Alexandre Lopes afirmou que a própria Prefeitura encaminhou as informações aos órgãos de controle após identificar possíveis irregularidades e questionou o fato de estar sendo investigado.

“Faz sentido que o gestor que detectou o problema, determinou a auditoria, encaminhou os fatos aos órgãos de controle e adotou medidas para corrigir as falhas seja investigado por um ato que se limitou apenas à assinatura de uma ata, respaldado por parecer jurídico favorável?”, questionou.

Entretanto, conforme despacho do desembargador Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), há indícios de que o prefeito, na condição de ordenador de despesas, assinou quatro contratos — de números 091/2024, 010/2024, 006/2024 e 113/2024 — que juntos ultrapassam R$ 29 milhões.

Na decisão, o magistrado aponta que os elementos reunidos na investigação indicam uma divisão de funções entre agentes públicos e empresários. Segundo o despacho, Alexandre Lopes teria subscrito contratos considerados irregulares e autorizado pagamentos que agora são objeto da investigação.

Ainda no âmbito da Operação Gomorra, a Justiça determinou a quebra do sigilo fiscal da empresa investigada, requisitou notas fiscais e autorizou a apreensão de dispositivos eletrônicos para aprofundar a apuração dos fatos.

Até esta quinta-feira (10), o vídeo publicado pelo prefeito já havia ultrapassado 500 comentários nas redes sociais. Em uma das manifestações, uma seguidora elogiou o posicionamento do gestor. Ao encerrar o pronunciamento, Alexandre Lopes afirmou que continuará colaborando com as investigações e disse confiar que “a verdade prevalecerá”.

As investigações seguem em andamento e, até o momento, não há decisão judicial definitiva sobre a responsabilidade dos envolvidos.

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