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Faissal diz que não debochou da Polícia Federal, em Cuiabá

Segundo ele, sua indignação ocorreu após a divulgação de informações de que teria um relógio Rolex, o que nega possuir.

11/06/2026 às 09h56
Por: Redação
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Faissal diz que não debochou da Polícia Federal, em Cuiabá

Após a repercussão de um vídeo publicado nas redes sociais logo depois de ser alvo da Operação Gemini, o deputado estadual Faissal Calil divulgou uma nova gravação para esclarecer que sua manifestação não teve a intenção de debochar da Polícia Federal (PF).

A Operação Gemini foi deflagrada para apurar um suposto esquema de venda de sentenças judiciais envolvendo integrantes do Poder Judiciário e outros investigados em Mato Grosso.

Dias após a ação, Faissal publicou um vídeo que gerou repercussão ao fazer referência a um relógio Rolex supostamente citado entre os bens apreendidos durante a operação.

Diante da repercussão, o parlamentar voltou às redes sociais para afirmar que sua fala foi motivada pela divulgação de informações que, segundo ele, não correspondem à realidade.

“Estão ventilando na mídia que eu estaria debochando da Polícia Federal. Quem sou eu para debochar de uma instituição séria? Claro, indignado eu estou com o jeito que foi a operação, mas principalmente indignado porque eu nunca tive e não tenho um Rolex. Indignado eu estou com as fake news que estão sendo vinculadas a meu respeito”, declarou.

Segundo Faissal, ele não possui relógio da marca Rolex e utiliza um modelo adquirido há cerca de dez anos, cujo valor, conforme afirmou, foi de R$ 971.

O deputado também reiterou respeito à Polícia Federal e afirmou que sua indignação está relacionada às informações divulgadas após a operação.

Investigação

Faissal Calil foi citado nas investigações da Operação Gemini como pessoa próxima ao desembargador afastado Dirceu dos Santos.

De acordo com a apuração da Polícia Federal, o parlamentar teria atuado em articulações relacionadas a um processo de reintegração de posse que acabou chegando às mãos do magistrado.

A investigação também aponta que uma decisão favorável teria sido negociada por intermédio do advogado Roberto Zampieri, morto em 2023, em Cuiabá.

Até o momento, não há condenação relacionada aos fatos investigados, e o caso segue em apuração pela Polícia Federal e pelos órgãos competentes.

A Operação Gemini continua analisando documentos, aparelhos eletrônicos e demais materiais apreendidos durante o cumprimento dos mandados judiciais.

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