14°C 31°C
Primavera do Leste, MT

Moradora de condomínio em Várzea Grande é investigada por racismo

Desentendimnento começou após problema de infiltração no banheiro do apartamento da moradora.

06/06/2026 às 10h45
Por: Redação
Compartilhe:
Moradora de condomínio em Várzea Grande é investigada por racismo

A síndica Selma Guimarães Souza, de 50 anos, denunciou uma moradora de um condomínio em Várzea Grande por injúria racial, ameaças, perseguição e tentativa de agressão após um desentendimento envolvendo problemas estruturais em um apartamento.

 

O caso foi registrado na última sexta-feira (29) e passou a ser investigado nesta semana pela Polícia Civil. Procurada, a moradora denunciada não quis se manifestar sobre as acusações.

 

Imagens das câmeras de segurança do condomínio registraram o momento em que a moradora tenta partir para cima da síndica durante a discussão. Nas gravações, ela aparece sendo contida por dois moradores. Em seguida, ainda conforme as imagens, a mulher pega uma cadeira e tenta arremessá-la contra Selma, mas novamente é impedida.

 

Segundo relato da síndica, o desentendimento começou após a moradora procurá-la para reclamar de um problema de infiltração no banheiro do apartamento e solicitar que o condomínio realizasse o reparo.

 

Selma explicou que seria necessário um laudo técnico para identificar de quem seria a responsabilidade pelo problema estrutural.

 

“Precisava do laudo da engenharia para ver de quem era a responsabilidade, se era do condomínio ou do morador do apartamento de cima”, afirmou.

 

De acordo com a síndica, após análise técnica, o engenheiro responsável concluiu que a infiltração não era de responsabilidade do condomínio, mas sim da unidade localizada acima do apartamento da moradora.

 

“A única coisa que eu podia fazer era notificar os dois moradores envolvidos para que cada um arcasse com as respectivas responsabilidades”, explicou.

 

Ainda conforme Selma, a situação se agravou durante a conversa, momento em que a moradora teria passado a fazer ofensas raciais e tentado agredi-la fisicamente.

 

“Ela começou a dizer que eu não representava o condomínio, que não tinha perfil de síndica, me chamou de nojenta e de ‘preta nojenta’. Ela levantou a mão para me agredir, mas dois moradores perceberam e me defenderam”, relatou.

 

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que deverá analisar as imagens das câmeras de segurança e ouvir testemunhas para apurar os fatos.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários