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Cidade de Mato Grosso possui o primeiro discoporto do mundo

Barra do Garças é cercada por histórias sobre OVNIs, luzes misteriosas e lendas da Serra do Roncador, se tornando um dos destinos mais famosos do Brasil quando o assunto é ufologia.

05/06/2026 às 08h55
Por: Redação
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Cidade de Mato Grosso possui o primeiro discoporto do mundo

Enquanto relatos sobre supostos objetos voadores não identificados (OVNIs) voltaram a repercutir no Brasil após registros de luzes misteriosas no céu de Campo Largo, no Paraná, uma cidade de Mato Grosso mantém viva há décadas uma das histórias mais curiosas e misteriosas do país: o famoso discoporto de Barra do Garças.

 

Construído em 1995 pela própria prefeitura, o espaço é considerado o primeiro “aeroporto para OVNIs” do mundo. A estrutura foi idealizada pelo então vereador Valdon Varjão como forma de valorizar o misticismo da região e impulsionar o turismo local. Dois anos depois, em 1997, o local recebeu painéis temáticos e uma réplica de nave espacial em formato de disco voador.

 

O discoporto nasceu em meio às inúmeras histórias contadas por moradores sobre luzes misteriosas, aparições e fenômenos considerados incomuns na região da Serra do Roncador, área cercada por lendas, mistérios e teorias ufológicas há décadas.

 

Todos os anos, curiosos, pesquisadores e apaixonados por ufologia participam de vigílias no local na esperança de presenciar alguma manifestação extraterrestre. Apesar de nenhuma aparição oficial ter sido registrada, o espaço segue sendo um dos principais pontos turísticos da cidade.

 

Além das vigílias, Barra do Garças também recebe o Congresso Mato-grossense de Ufologia e Parapsicologia, promovido pela Associação Mato-grossense de Pesquisas Ufológicas e Parapsicológicas (AMPUP). O evento reúne palestras, relatos e debates sobre fenômenos considerados inexplicáveis.

 

A fama mística da cidade ganhou ainda mais força após o desaparecimento do arqueólogo britânico Percy Fawcett, em 1925. Fawcett viajou para a região em busca de uma suposta cidade perdida conhecida como “El Dorado”. O explorador desapareceu na Serra do Roncador e nunca mais foi encontrado, fato que ajudou a alimentar diversas teorias envolvendo portais, civilizações ocultas e dimensões desconhecidas.

 

Moradores da região afirmam há décadas presenciar luzes estranhas no céu, sons incomuns e fenômenos sem explicação. Algumas histórias falam sobre vultos, tremores e até espíritos obsessores ligados às lendas da Serra do Roncador.

 

O jornalista Konrad Felipe Hencke contou à PVA Queridinhas que viveu uma experiência marcante ainda na adolescência, quando viu luzes misteriosas próximas à fazenda da avó.

 

“Minha mãe estava na porteira tentando usar o celular quando viu uma luz muito forte no horizonte. Ela me chamou e, quando fui olhar, vi aquela luz grande cercada por outras quatro ou cinco luzes menores. Elas se moviam em ondas e apagavam e acendiam. Foi muito fora do comum”, relatou.

 

Mesmo se considerando uma pessoa cética, Konrad afirma que a experiência o marcou profundamente.

 

Outro personagem conhecido na cidade é Osmar Cláudio da Silva, morador que ficou famoso por se fantasiar de extraterrestre em festas e eventos há mais de 30 anos. Conhecido como “ET da Barra”, ele se tornou símbolo do turismo ufológico local e chegou a ser homenageado pela Câmara Municipal com a criação do “Dia do ET”, comemorado no segundo domingo de julho.

 

O discoporto chegou a ficar fechado por seis anos, mas foi revitalizado e reaberto em 2022 após obras que incluíram melhorias na iluminação, paisagismo temático e estrutura de acesso. Segundo a prefeitura, o objetivo é fortalecer o turismo, um dos setores mais importantes da economia local.

 

Mesmo sem provas concretas da presença extraterrestre, Barra do Garças segue alimentando o imaginário popular e mantendo viva a fama de uma das cidades mais misteriosas do Brasil.

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