
Mato Grosso registra atualmente 94 casos de tuberculose em tratamento dentro do sistema prisional, segundo dados da Secretaria de Estado de Justiça de Mato Grosso. As ocorrências estão concentradas em duas unidades: a Penitenciária Central do Estado, em Cuiabá, com 44 detentos em tratamento, e a Penitenciária Regional Major Eldo de Sá Corrêa, em Rondonópolis, que registra outros 50 casos.
O avanço da doença foi alvo de alerta do Sindicato dos Policiais Penais de Mato Grosso, que denunciou a situação e destacou o risco de contaminação tanto entre pessoas privadas de liberdade quanto entre servidores. A entidade apontou que fatores como superlotação e estrutura inadequada podem contribuir para a disseminação da doença, além de defender medidas como ampliação da testagem, isolamento de casos suspeitos e melhorias nas condições sanitárias das unidades.
Apesar das preocupações, a Sejus afirma que não há surto de tuberculose no sistema prisional. Segundo a pasta, os números estão dentro do esperado para o ambiente carcerário e todos os casos seguem sendo acompanhados com tratamento conforme os protocolos do Ministério da Saúde.
Em nota, a secretaria informou ainda que realiza ações de rastreio e diagnóstico em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso, por meio da “Carreta da Tuberculose”, que percorre unidades prisionais no estado. Sobre a informação de possíveis internações no Hospital Municipal de Cuiabá, a pasta confirmou que há custodiados em atendimento na unidade, mas afirmou que não há confirmação oficial de que os casos estejam relacionados à doença.
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