
Um servidor da Perícia Oficial e Identificação Técnica foi alvo da segunda fase da Operação Hidra, deflagrada nesta quarta-feira (6), em Várzea Grande. O investigado é suspeito de integrar um esquema de falsificação de identidades para membros da facção criminosa Primeiro Comando da Capital. A identidade dele não foi divulgada.
De acordo com a Polícia Civil de Mato Grosso, o servidor teria emitido documentos falsos para Ricardo Batista Ambrózio, de 44 anos, conhecido como “Perfume”, apontado como um dos principais líderes da organização fora do sistema prisional paulista. Ele foi preso em julho de 2025, após permanecer foragido por cerca de 12 anos.
Em nota, a Perícia Oficial e Identificação Técnica informou que o servidor foi exonerado do cargo após o cumprimento da operação. Segundo as investigações, ele atuava como papiloscopista, função responsável pela emissão de documentos oficiais e pela identificação de pessoas em ocorrências policiais.
Durante a ação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na residência do investigado, em Várzea Grande, e também no Instituto Médico Legal, em Cuiabá, local onde ele trabalhava. Os policiais apreenderam, entre outros itens, canetas emagrecedoras contrabandeadas e anabolizantes.
Em 2025, Ricardo Batista Ambrózio foi localizado e preso em Várzea Grande, onde vivia desde 2013. Ele havia sido condenado a 16 anos de prisão por associação criminosa e tráfico de drogas. Na ocasião, a esposa dele também foi presa em flagrante pelo uso de documento falso.
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