
Um vídeo que circula nas redes sociais nesta segunda-feira (21) mostra os últimos momentos de uma gestante antes de ela e o bebê morrerem após atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Tangará da Serra, a 253 km de Cuiabá. O caso ganhou grande repercussão e levanta questionamentos sobre o atendimento na rede pública de saúde do município.
Nas imagens, gravadas pelo marido da paciente, a gestante aparece dentro de um carro, com acesso venoso no braço, enquanto o companheiro relata que o casal estava deixando a UPA para procurar outro hospital devido à demora no atendimento. Ele afirma que a mulher estava prestes a dar à luz.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, após sair da unidade, o casal buscou atendimento em um hospital particular, onde foi constatada a morte do bebê, que pesava mais de 3 quilos. A pasta informou que não houve negligência por parte da UPA e destacou a possibilidade de o feto já estar sem vida antes mesmo da chegada da paciente à unidade pública.
Segundo a secretária de Saúde, Angela Belizário, o quadro clínico evoluiu com complicações graves. Após o diagnóstico inicial, a mulher retornou à UPA e foi internada em um leito do Sistema Único de Saúde. Diante da gravidade, ela foi transferida para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde permaneceu internada por 13 dias.
A paciente morreu no último domingo (19), em decorrência de infecção generalizada, conforme informou a secretaria. O caso teve início ainda na madrugada do domingo de Páscoa (5), quando a gestante deu entrada na UPA.
Ainda segundo a pasta, o atendimento inicial ocorreu em cerca de seis minutos. No entanto, como não havia médico obstetra de plantão naquele momento, seria necessário aguardar um profissional de sobreaviso. Diante da situação, a família decidiu buscar atendimento na rede privada.
A secretária também destacou que a confirmação da morte do feto pode variar conforme a avaliação clínica realizada no momento do primeiro atendimento. Além disso, informou que há poucas informações sobre o pré-natal da paciente, já que o acompanhamento teria sido feito com médico particular.
As circunstâncias das mortes serão investigadas por meio de inquérito policial. A reportagem tentou contato com o marido da gestante, mas não obteve retorno até a última atualização desta matéria.
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