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Em MT descarte irregular provoca incêndios e preocupa autoridades

Mais de 94 mil casas em Mato Grosso ainda queimam lixo, prática que causa riscos ambientais e incêndios. Dados do IBGE mostram avanço na coleta, mas desafios persistem.

21/04/2026 às 22h13
Por: Redação
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Em MT descarte irregular provoca incêndios e preocupa autoridades

Cerca de 94 mil domicílios em Mato Grosso ainda descartam lixo por meio da queima dentro da própria propriedade, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística na última sexta-feira (17). O número representa 6,8% das cerca de 1,37 milhão de residências no estado e evidencia que, apesar do avanço na coleta regular, práticas inadequadas ainda persistem.

 

De acordo com o levantamento, aproximadamente 1,18 milhão de domicílios contam com coleta direta de lixo realizada pelo serviço de limpeza urbana, enquanto outros 67 mil utilizam caçambas públicas. Já cerca de 31 mil residências adotam outras formas de destinação de resíduos. A queima de lixo, no entanto, é apontada como um problema que afeta diretamente o meio ambiente, a saúde e a segurança da população.

 

Além do impacto ambiental, a prática pode provocar incêndios e prejuízos materiais. Em Cuiabá, um incêndio em um terreno no bairro Consil, nos fundos de um supermercado da Avenida Miguel Sutil, teria sido provocado após moradores atearem fogo em lixo acumulado. As chamas geraram grande volume de fumaça e exigiram a atuação do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso.

 

Em outro caso, em Sinop, uma residência de aproximadamente 70 metros quadrados foi atingida por um incêndio que começou durante a queima de resíduos em um terreno. Com o vento, o fogo se espalhou rapidamente pela vegetação e alcançou o imóvel, que era majoritariamente de madeira.

 

Já em Lucas do Rio Verde, um incêndio de grandes proporções atingiu cerca de 56 hectares de vegetação nativa. Segundo os bombeiros, há indícios de que o fogo tenha sido provocado por ação humana, possivelmente relacionada à queima de entulhos às margens de uma estrada. O combate às chamas durou três dias e consumiu mais de 20 mil litros de água, com prioridade na proteção da estrutura de uma ponte na BR-163.

 

Apesar dos desafios, o levantamento mostra avanços na infraestrutura básica. Em Cuiabá, cerca de 99% dos domicílios possuem acesso ao serviço formal de coleta de lixo, índice superior à média nacional, que é de 93%. Ainda assim, o saneamento básico segue como um ponto de atenção: apenas 38% das residências em Mato Grosso estão conectadas à rede geral de esgotamento sanitário.

 

O cenário aponta que, embora haja evolução na cobertura de serviços essenciais, práticas como a queima de lixo ainda representam riscos e reforçam a necessidade de conscientização e políticas públicas voltadas à destinação adequada de resíduos.

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