Política Eleições 2026
Eleitor é preso após filmar o próprio voto em Várzea Grande
Jovem confirmou que realizou as gravações e apagou os arquivos na presença dos guardas municipais.
27/10/2026 09h50
Por: Redação

Um eleitor de 21 anos foi preso pela Guarda Municipal de Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, após ser flagrado utilizando um telefone celular para filmar o próprio voto dentro de uma cabine eleitoral, durante o segundo turno das eleições presidenciais de 2026.

A ocorrência foi registrada na tarde de domingo, 25 de outubro, na Escola Dante Martins de Oliveira, localizada no bairro José Carlos Guimarães.

Segundo informações divulgadas pela Guarda Municipal, o jovem foi abordado após a coordenação eleitoral identificar a suspeita de gravação dentro da cabine e solicitar a presença dos agentes de segurança.

Durante a abordagem, o eleitor confirmou que havia realizado as filmagens e apagou os arquivos do aparelho celular na presença dos guardas e dos responsáveis pela seção.

Apesar de ter excluído os vídeos, ele recebeu voz de prisão e foi encaminhado à Delegacia da Polícia Federal para as providências legais.

Coordenação eleitoral acionou a Guarda Municipal

De acordo com o relato da corporação, a equipe realizava policiamento preventivo durante o segundo turno quando recebeu um chamado da coordenação eleitoral da escola.

A informação repassada aos agentes era de que um eleitor estaria utilizando o celular para registrar imagens do momento da votação.

Ao chegarem à unidade de ensino, os guardas municipais conversaram com a presidente da seção eleitoral, que informou que o rapaz já havia sido contido pela coordenação e aguardava a chegada da equipe.

Os agentes então iniciaram a abordagem para esclarecer o ocorrido.

Jovem admitiu gravação e apagou os arquivos

Durante a conversa com os guardas municipais, o eleitor de 21 anos confirmou que havia utilizado o telefone celular para filmar dentro da cabine eleitoral.

Segundo a Guarda Municipal, ele apagou os vídeos na presença dos agentes, da presidente da seção e do coordenador eleitoral.

Mesmo após a exclusão das gravações, os guardas deram voz de prisão ao jovem.

Em seguida, ele foi conduzido à Delegacia da Polícia Federal, responsável pela análise das circunstâncias da ocorrência e pela adoção dos procedimentos cabíveis.

Até a divulgação das informações, não havia confirmação sobre eventual liberação do eleitor, autuação formal ou decisão posterior das autoridades policiais.

Por que é proibido filmar o próprio voto?

A legislação eleitoral brasileira proíbe o uso de telefones celulares, câmeras fotográficas e outros equipamentos capazes de registrar imagens dentro da cabine de votação.

A restrição existe para garantir o sigilo do voto, um dos princípios fundamentais do sistema eleitoral brasileiro.

A medida também busca impedir que imagens sejam utilizadas como forma de comprovar a escolha de determinado candidato, o que poderia favorecer práticas ilegais, como compra de votos ou coação de eleitores.

Mesmo quando a intenção é registrar o próprio voto para guardar ou compartilhar nas redes sociais, a utilização de equipamentos de gravação dentro da cabine não é permitida.

O eleitor pode levar o aparelho até o local de votação, mas deve deixá-lo no espaço indicado pelos mesários antes de entrar na cabine.

Caso foi encaminhado à Polícia Federal

Após a prisão realizada pela Guarda Municipal, a ocorrência foi encaminhada à Polícia Federal.

A instituição deverá analisar os fatos e verificar as medidas legais aplicáveis ao caso.

As informações divulgadas não esclarecem o conteúdo dos vídeos apagados nem indicam se o jovem pretendia compartilhar as imagens com outras pessoas.

Também não há confirmação de que a gravação estivesse relacionada a compra de votos, coação ou qualquer outra prática ilícita além da conduta relatada.

Essas circunstâncias deverão ser consideradas pelas autoridades responsáveis pela apuração.

Guarda Municipal reforçou segurança durante eleições

A prisão aconteceu durante as atividades de fiscalização e policiamento preventivo realizadas no segundo turno das eleições presidenciais.

Segundo a Guarda Municipal de Várzea Grande, as equipes permaneceram mobilizadas para atender às solicitações das coordenações eleitorais, prevenir irregularidades e garantir a segurança de eleitores, mesários e demais profissionais envolvidos na votação.

A atuação incluiu o acompanhamento dos locais de votação e o atendimento de situações que pudessem comprometer a regularidade do processo eleitoral.

Ocorrência chama atenção para regras de votação

O episódio registrado em Várzea Grande reforça a importância do cumprimento das regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral para preservar o sigilo do voto.

Embora o jovem tenha apagado os arquivos na presença dos agentes, a exclusão das imagens não impediu seu encaminhamento à Polícia Federal.

O caso permanece sujeito à análise das autoridades competentes.