Um grupo de manifestantes colocou uma faixa com a frase “Fascista não se cria em MT” no comitê de campanha do deputado federal Coronel Assis, em Cuiabá, durante uma mobilização política realizada na sexta-feira, 23 de outubro de 2026.
O episódio ocorreu em meio a uma manifestação de apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de opositores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a dois dias do segundo turno das eleições presidenciais.
O protesto foi registrado em vídeo e divulgado nas redes sociais. A mobilização reuniu estudantes universitários e representantes de movimentos sociais na região central da capital mato-grossense.
Cartaz foi colocado no comitê de Coronel Assis
O episódio aconteceu no comitê central de campanha do deputado federal Coronel Assis, conhecido como Comitê Azulão, localizado na Avenida Mato Grosso, na região Centro-Norte de Cuiabá.
Durante a manifestação, participantes penduraram uma faixa com a frase “Fascista não se cria em MT”.
A mensagem expressava o posicionamento político dos responsáveis pelo protesto. O termo utilizado na faixa é uma caracterização feita pelos manifestantes, e não uma classificação factual estabelecida pela reportagem.
As imagens divulgadas mostram o episódio envolvendo o imóvel utilizado como comitê eleitoral.
Até a publicação das primeiras informações, não havia confirmação oficial sobre a identidade das pessoas que colocaram a faixa nem sobre eventual responsabilização pelo ato.
Manifestação reuniu apoiadores de Lula e movimentos sociais
A mobilização ocorreu nas proximidades da Praça Ipiranga, no Centro de Cuiabá.
Entre os participantes estavam estudantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), incluindo integrantes ligados ao Diretório Central dos Estudantes (DCE), além de representantes de movimentos sociais.
Durante o ato, os manifestantes exibiram bandeiras em apoio a Lula, símbolos da comunidade LGBTQIA+ e bandeiras do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
A manifestação também apresentou reivindicações relacionadas à educação pública, à defesa das universidades e à democracia.
Organizadores utilizaram discurso contrário ao bolsonarismo
Na convocação do ato, os organizadores utilizaram o lema “Bolsonaro nunca mais; educação antifascista com Lula”.
A expressão demonstrava a posição política dos grupos envolvidos na mobilização, realizada durante os últimos dias da campanha presidencial.
A colocação da faixa no comitê de Coronel Assis ocorreu nesse contexto de oposição ao bolsonarismo.
A reportagem original não esclarece se a iniciativa foi organizada previamente ou se partiu de participantes durante o percurso da manifestação.
Polícia Militar esteve no local
Segundo as informações divulgadas pelo portal Perrengue Mato Grosso, a Polícia Militar compareceu ao local para verificar a situação.
Entretanto, até a publicação da reportagem, não haviam sido divulgados detalhes sobre as circunstâncias da intervenção policial.
Também não havia confirmação sobre prisões, identificação dos responsáveis ou registro formal de ocorrência.
Não foram apresentados dados que comprovassem danos materiais ao imóvel.
A presença da Polícia Militar, por si só, não significa que tenha sido constatada a prática de algum crime.
Coronel Assis ainda não teve posicionamento divulgado na reportagem
O material consultado não apresenta uma manifestação do deputado Coronel Assis ou de sua equipe sobre o episódio.
Também não informa se os responsáveis pelo comitê solicitaram a retirada da faixa ou registraram alguma reclamação formal.
O espaço permanece aberto para esclarecimentos do parlamentar e de seus representantes.
Episódio aconteceu às vésperas do segundo turno
A manifestação foi realizada na sexta-feira (23), dois dias antes da votação presidencial marcada para domingo (25).
O período é marcado pela intensificação das atividades políticas e da mobilização de apoiadores de diferentes candidaturas.
No caso de Cuiabá, o protesto reuniu participantes alinhados ao presidente Lula e contrários ao ex-presidente Bolsonaro.
A Constituição Federal garante o direito à manifestação pacífica e à liberdade de expressão, observados os limites legais e os direitos de terceiros.
Eventuais questionamentos sobre a colocação da faixa no imóvel dependem da apuração das circunstâncias concretas do episódio.