Geral Tragédia ambiental
Centenas de periquitos são encontrados caídos após temporal derrubar árvore em Colíder
Voluntários, equipes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e do Corpo de Bombeiros se uniram para salvar os sobreviventes.
18/10/2026 13h34
Por: Redação

Uma cena de tristeza e preocupação mobilizou moradores de Colíder, no norte de Mato Grosso, na manhã de quinta-feira (15). Após um forte temporal atingir o município durante a madrugada, centenas de periquitos-verdes foram encontrados caídos em uma praça da região central da cidade.

Muitas aves estavam mortas, enquanto outras permaneciam vivas, mas debilitadas, encharcadas e expostas à chuva e ao frio.

Durante a tempestade, uma árvore que servia de abrigo para os pássaros caiu. A suspeita é de que a queda da estrutura, associada à chuva intensa e aos fortes ventos, tenha contribuído para o episódio.

A causa exata das mortes, entretanto, ainda não havia sido confirmada por avaliação técnica.

Vídeos mostram dezenas de aves espalhadas pelo chão

A situação ganhou repercussão depois que moradores divulgaram vídeos nas redes sociais mostrando os periquitos espalhados pela praça.

As imagens revelaram a dimensão do episódio e provocaram uma mobilização de pessoas preocupadas com a sobrevivência dos animais.

Voluntários da causa animal se dirigiram ao local para recolher os pássaros que ainda apresentavam sinais de vida.

Equipes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso também participaram do atendimento.

O objetivo era retirar as aves da exposição à chuva, oferecer condições adequadas de recuperação e evitar novas mortes.

Queda de árvore pode ter agravado a situação

Segundo as informações divulgadas, a tempestade provocou a queda de árvores e galhos em diferentes pontos de Colíder.

Na praça central, uma das árvores atingidas abrigava grande quantidade de periquitos.

O engenheiro florestal Paulo Roberto Nicássio, que participou do resgate, explicou que os animais costumam utilizar árvores como abrigo durante a noite.

Na avaliação dele, a combinação de ventania, chuva persistente e queda de galhos pode ter provocado a dispersão das aves e dificultado o voo.

Com as penas molhadas, muitos pássaros teriam ficado sem condições de procurar outro abrigo.

O especialista também levantou a hipótese de que a exposição prolongada ao frio e à umidade tenha provocado hipotermia em parte dos animais.

Essas explicações são hipóteses apresentadas por um profissional que participou do atendimento, e não representam uma conclusão pericial definitiva.

Centenas de periquitos foram socorridos

Apesar da quantidade de aves mortas, o trabalho conjunto de voluntários e órgãos públicos permitiu o resgate de centenas de periquitos sobreviventes.

Inicialmente, alguns animais foram levados para um cômodo de um prédio próximo à praça.

Entretanto, como os pássaros estavam assustados e batiam contra as paredes ao tentar voar, os responsáveis decidiram transferi-los para um ambiente mais adequado.

As aves passaram a receber cuidados em um viveiro, onde poderiam permanecer protegidas durante a recuperação.

Os animais mais debilitados foram separados em espaços maiores e aquecidos, enquanto aqueles em melhores condições ficaram acomodados no viveiro.

Aves começaram a apresentar sinais de recuperação

Segundo Paulo Roberto Nicássio, os periquitos resgatados começaram a se alimentar e apresentaram sinais de melhora após os primeiros cuidados.

A intenção dos responsáveis era devolver os animais à natureza assim que estivessem recuperados e em condições de voar.

A soltura seria realizada gradualmente, em uma área de vegetação fora do perímetro urbano.

Até as informações consultadas, não havia confirmação de que todos os animais resgatados já tivessem sido devolvidos ao ambiente natural.

Número exato de mortes não foi confirmado

Embora as primeiras imagens tenham mostrado uma grande quantidade de periquitos espalhados pela praça, não foi divulgado um balanço oficial definitivo sobre o número de animais mortos.

As informações disponíveis indicam que centenas de aves foram afetadas pelo temporal, com registro de mortes e de numerosos sobreviventes resgatados.

Por isso, não é possível afirmar com precisão quantos periquitos morreram.

Também não havia uma conclusão técnica definitiva sobre o papel da queda da árvore, da chuva e da exposição ao frio na mortalidade das aves.

Especialista alerta contra criação dos animais em cativeiro

Durante o resgate, Paulo Roberto Nicássio chamou a atenção para a necessidade de preservar a condição silvestre dos periquitos.

Ele orientou que as aves não sejam mantidas como animais de estimação por pessoas que as recolheram durante a tempestade.

Os animais devem receber os cuidados necessários e ser encaminhados para avaliação e posterior devolução à natureza, quando estiverem aptos.

Pessoas que encontrarem aves debilitadas devem procurar orientação de profissionais habilitados ou dos órgãos ambientais, evitando oferecer medicamentos e alimentos inadequados.

Temporal também provocou queda de árvores na cidade

Além da ocorrência envolvendo os periquitos, os fortes ventos derrubaram árvores e quebraram galhos em diferentes pontos de Colíder.

As equipes públicas também atuaram na retirada de materiais que ficaram espalhados após a tempestade.

O episódio chamou a atenção para os impactos que eventos climáticos intensos podem provocar sobre a fauna silvestre, especialmente sobre animais que utilizam árvores urbanas como abrigo.

Em meio à tristeza causada pelas mortes, a mobilização de moradores, voluntários, bombeiros e servidores municipais possibilitou o salvamento de centenas de aves.

A expectativa é de que os periquitos sobreviventes possam retornar à natureza após a recuperação.