Agro Força feminina
Sete mulheres de MT integram lista das 100 mulheres poderosas do agro
A lista reúne diferentes trajetórias femininas, desde a administração de grandes propriedades até projetos de agricultura indígena e preservação ambiental.
18/10/2026 10h37
Por: Redação

Sete mulheres com atuação em Mato Grosso foram incluídas na segunda edição da lista “As 100 Mulheres Poderosas do Agro”, publicada pela revista Forbes Brasil na quinta-feira (15), em comemoração ao Dia Internacional da Mulher Rural.

A seleção reconhece mulheres que exercem influência sobre negócios, investimentos, produção rural e projetos de desenvolvimento social e ambiental.

Entre as representantes de Mato Grosso estão Belisa Souza Maggi, Carmen Perez, Geni Caline Schenkel, Maria Cecília Zenezokemaero, Mônica Marchett, Natália Martins e Neiriane Taerik.

As trajetórias contemplam desde a administração de grandes empreendimentos agropecuários até a agricultura indígena e iniciativas de bioeconomia.

Fundadora do Agroligadas, em Campo Verde, está entre as selecionadas

Um dos destaques da lista é Geni Caline Schenkel, fundadora do Movimento Agroligadas, criado em 2018, no município de Campo Verde, região próxima a Primavera do Leste.

O movimento surgiu com o objetivo de aproximar o agronegócio da população urbana, ampliando o diálogo sobre a produção de alimentos e a realidade das atividades rurais.

A iniciativa, que começou com um grupo de mulheres, cresceu e atualmente reúne aproximadamente 3 mil participantes em 100 cidades de 24 estados brasileiros.

Segundo os dados apresentados pela Forbes, o movimento possui alcance estimado de mais de 2 milhões de pessoas.

Conheça as sete representantes de Mato Grosso

Belisa Souza Maggi — Fundação Amaggi

Presidente da Fundação Amaggi, Belisa atua na área de investimentos sociais do grupo empresarial. Ela é neta dos fundadores André e Lucia Maggi, acionista do conglomerado e sócia-administradora da Agropecuária Pirapora.

A fundação desenvolve projetos sociais em municípios onde o grupo mantém operações.

Carmen Perez — Pecuária e bem-estar animal

Pecuarista com atuação na Fazenda Orvalho das Flores, em Araguaiana, Carmen se destaca por projetos de manejo e bem-estar animal.

Ela criou o curso Rebanho de Valor e também desenvolveu o projeto audiovisual “Quando Ouvi a Voz da Terra”, que aborda sua relação com a atividade rural.

Geni Caline Schenkel — Movimento Agroligadas

Fundadora do movimento em Campo Verde, Geni desenvolve iniciativas de comunicação e aproximação entre produtores rurais e a sociedade.

O Agroligadas expandiu sua atuação para diferentes regiões do país, com participação de milhares de mulheres ligadas ao setor.

Maria Cecília Zenezokemaero — Agricultura indígena

Integrante do povo Haliti-Paresi, Maria Cecília foi a primeira mulher de sua aldeia a concluir o curso de Engenharia Agronômica.

Ela atua na assistência técnica a lavouras de algodão e na divulgação das práticas agrícolas de sua comunidade, em Campo Novo do Parecis.

Mônica Marchett — Pecuária e genética bovina

Pecuarista e diretora de marketing da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), Mônica participa da administração do Grupo Mônica.

O grupo desenvolve atividades agropecuárias em aproximadamente 70 mil hectares no Brasil e na Bolívia, com um rebanho de cerca de 25 mil bovinos.

Natália Martins — Fazenda Camparino

Representante da sexta geração de uma família de pecuaristas, Natália atua na gestão financeira e comercial da Fazenda Camparino, em Cáceres.

Além da criação de bovinos e cavalos Quarto de Milha, ela desenvolve conteúdos sobre o conhecimento acumulado pela família na pecuária.

Neiriane Taerik — Liderança indígena e bioeconomia

Aos 26 anos, Neiriane tornou-se a primeira mulher a presidir a Associação Indígena da Aldeia Barranco Vermelho, na Terra Indígena Erikpatsa, em Brasnorte.

Ela participa de uma iniciativa de beneficiamento e comercialização de castanha-do-brasil, que reúne mulheres indígenas e busca gerar renda por meio do aproveitamento sustentável dos recursos naturais.

Como a Forbes escolheu as participantes?

A revista considerou três critérios principais para elaborar a seleção:

A publicação também destacou que a influência não depende necessariamente da popularidade nas redes sociais ou da exposição pública.

Reconhecimento evidencia diferentes trajetórias

A presença das sete representantes de Mato Grosso na lista demonstra a diversidade de atividades exercidas por mulheres no agronegócio estadual.

O reconhecimento reúne profissionais de diferentes gerações e áreas de atuação, incluindo produção agrícola, pecuária, gestão empresarial, assistência técnica e desenvolvimento de comunidades indígenas.

A primeira edição da lista foi publicada em 2021. A segunda edição, divulgada em 2026, reúne cem mulheres de diferentes regiões do Brasil.