Polícia Combate ao tráfico
Cabeleireiro é preso por suspeita de ligação com tráfico em Cuiabá
Esta é a terceira vez que o cabeleireiro é preso em ocorrências relacionadas a drogas.
09/10/2026 13h04
Por: Redação

O cabeleireiro Elielson Gonçalves Vieira, conhecido como “cabeleireiro das estrelas” em Cuiabá, foi preso na manhã de quinta-feira (8), durante a Operação Fio, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso contra um grupo investigado por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.

A prisão ocorreu na residência do profissional, na capital mato-grossense, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça.

Segundo as investigações da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), Elielson é suspeito de participar de um esquema de distribuição e comercialização de entorpecentes em diferentes bairros da região de Cuiabá.

A apuração aponta que ele receberia drogas de outro investigado, identificado como Hebert Felipe de Almeida Vieira, de 36 anos, para posterior revenda.

De acordo com informações divulgadas pela Polícia Civil, o cabeleireiro também é investigado por uma possível atuação na intermediação e venda de drogas para clientes de alto padrão.

Terceira prisão

Esta é a terceira vez que Elielson é preso em ocorrências relacionadas a drogas.

Conforme o histórico divulgado, ele já havia sido detido em 2012, em uma investigação envolvendo comprimidos de ecstasy enviados pelos Correios.

Em setembro de 2025, voltou a ser preso durante diligências da Polícia Civil. Na ocasião, os investigadores encontraram mais de 500 gramas de maconha do tipo skunk em sua residência.

As ocorrências anteriores integram o histórico policial do cabeleireiro, mas não comprovam sua responsabilidade pelos fatos investigados na nova operação.

Outro investigado foi preso em São Paulo

Durante a Operação Fio, os policiais também prenderam Hebert Felipe, em Santos, no litoral de São Paulo.

Ele é apontado pelos investigadores como possível fornecedor dos entorpecentes que seriam revendidos por Elielson.

Hebert também esteve envolvido em uma ocorrência registrada em agosto deste ano, quando sobreviveu a uma tentativa de homicídio dentro de um hotel em Várzea Grande.

Na ocasião, homens armados invadiram o estabelecimento e efetuaram diversos disparos em sua direção. O investigado conseguiu escapar sem ser atingido.

A Polícia Civil apura as circunstâncias do atentado e se existe alguma relação com os fatos investigados na Operação Fio.

Operação cumpre 26 ordens judiciais

A operação reúne 26 ordens judiciais, distribuídas entre cinco mandados de prisão preventiva, nove de busca e apreensão e 12 determinações de bloqueio de ativos financeiros.

As medidas são cumpridas em Cuiabá, Várzea Grande e Mirassol D’Oeste, além de municípios do litoral sul de São Paulo.

Durante as investigações, a Polícia Civil identificou indícios de movimentações financeiras incompatíveis com a capacidade econômica declarada por alguns dos envolvidos.

Os investigadores também apuram a possível utilização de pessoas físicas e empresas para movimentar e ocultar valores supostamente provenientes do tráfico de drogas.

As ordens de bloqueio financeiro possuem limites definidos individualmente pela Justiça. Em determinados casos, os valores autorizados chegam a R$ 1,4 milhão.

A quantia representa o limite judicial para o bloqueio, não necessariamente o montante já localizado ou apreendido.

Investigações continuam

A Polícia Civil informou que a operação busca interromper as atividades do grupo investigado, preservar provas e impedir a movimentação de recursos que possam estar relacionados aos crimes.

Os materiais apreendidos serão analisados para esclarecer a participação de cada suspeito.

A responsabilidade criminal de Elielson e dos demais investigados pelos fatos apurados na Operação Fio ainda depende do andamento das investigações e das decisões judiciais.