Política Eleições 2026
Eraí e Blairo Maggi apoiam candidatos que não conquistam vagas
Fávaro, candidato à reeleição ao Senado, recebeu 411.020. Já Neri Geller, que tentava retornar à Câmara dos Deputados, conquistou 31.383 votos.
09/10/2026 13h00
Por: Redação

O apoio de dois nomes conhecidos do agronegócio de Mato Grosso, Eraí Maggi e Blairo Maggi, não foi suficiente para garantir a eleição de Carlos Fávaro (PSD) e Neri Geller (PP) nas eleições realizadas no domingo (4).

Os dois ex-ministros da Agricultura disputavam vagas no Congresso Nacional, mas não conseguiram se eleger, apesar do apoio público recebido durante a campanha.

Carlos Fávaro, que tentava a reeleição ao Senado Federal, recebeu 411.020 votos, equivalentes a 11,50% dos votos válidos, terminando a disputa na quarta colocação.

As duas vagas de Mato Grosso no Senado foram conquistadas por Mauro Mendes (União Brasil), com 1.187.352 votos, e José Medeiros (PL), com 977.777 votos.

Já Neri Geller, que buscava retornar à Câmara dos Deputados, recebeu 31.383 votos e ficou na suplência, sem conquistar uma das oito cadeiras destinadas a Mato Grosso.

Durante o período eleitoral, Blairo Maggi declarou apoio às candidaturas e chegou a afirmar que participava da construção do projeto político de Neri Geller. O ex-governador também destacou a experiência dos dois ex-ministros na representação do setor produtivo.

Eraí Maggi, conhecido por sua atuação no agronegócio mato-grossense, também manifestou publicamente apoio à candidatura de Carlos Fávaro ao Senado.

Apesar das manifestações de apoio, os resultados das urnas não garantiram aos dois candidatos as vagas pretendidas.

O desempenho eleitoral repercutiu no cenário político estadual, principalmente pela participação de lideranças do agronegócio nas articulações que antecederam a votação.

Fávaro permanece no Senado até o início de 2027, quando termina seu atual mandato. Neri Geller, por sua vez, não conquistou uma cadeira titular na Câmara dos Deputados para a próxima legislatura.

O resultado encerra a disputa eleitoral dos dois ex-ministros em 2026 sem a conquista dos mandatos pretendidos.