Polícia Coação eleitoral
PM ocupa Pedregal após relatos de ameaças a eleitores em Cuiabá
A Operação Liberdade de Expressão mobilizou equipes da Força Tática, Raio, Rotam e BPMTUR.
07/10/2026 15h50
Por: Redação

A Polícia Militar deflagrou a Operação Liberdade de Expressão no bairro Pedregal, em Cuiabá, na noite desta terça-feira (6), após denúncias de possível coação eleitoral contra moradores da região.

A mobilização ocorreu após informações repassadas pelo prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL). Segundo a Polícia Militar, os relatos apontavam para a possível atuação de pessoas supostamente ligadas a facções criminosas na tentativa de pressionar moradores a votar em determinado candidato. 

A operação foi coordenada pelo 3º Batalhão da Polícia Militar e começou por volta das 19h30. Participaram equipes da Força Tática, Raio, Rotam e BPMTUR, ampliando o policiamento ostensivo e preventivo pelas ruas do bairro. 

Segundo a corporação, a ação busca prevenir e reprimir possíveis episódios de ameaça, intimidação ou violência relacionados ao processo eleitoral e garantir que os moradores possam exercer livremente o direito ao voto.

A Polícia Militar, entretanto, não informou oficialmente qual candidato seria beneficiado pela suposta coação. A corporação também mencionou acontecimentos recentes registrados no Pedregal como parte do contexto para a operação, mas não apresentou detalhes. 

Antes da mobilização policial, Abilio havia divulgado um vídeo afirmando ter recebido informações de que uma suposta liderança ligada a uma facção criminosa estaria ameaçando moradores que votassem em Flávio Bolsonaro (PL), candidato que disputa o segundo turno da eleição presidencial.

De acordo com a versão apresentada pelo prefeito, as supostas ameaças teriam sido publicadas nas redes sociais. Abilio não apresentou publicamente a identidade do suposto responsável nem das vítimas. 

O prefeito também orientou moradores que estivessem com medo a não se exporem publicamente sobre suas escolhas eleitorais e lembrou que o voto é secreto.

Até a manhã desta quarta-feira (7), não havia confirmação oficial de que a coação eleitoral denunciada tenha efetivamente ocorrido, nem balanço divulgado pela Polícia Militar informando prisões relacionadas às supostas ameaças. 

A Operação Liberdade de Expressão reforçou o policiamento no Pedregal durante o período que antecede o segundo turno, enquanto as denúncias permanecem sob apuração.