O senador Carlos Fávaro (PSD) não conseguiu renovar o mandato nas eleições deste domingo (4), em Mato Grosso. O parlamentar terminou a disputa pelas duas vagas do Senado na quarta colocação, com 411.020 votos, equivalentes a 11,50% dos votos válidos.
As duas cadeiras em disputa foram conquistadas por Mauro Mendes (União Brasil) e José Medeiros (PL). Fávaro também ficou atrás de Janaina Riva (MDB) na votação.
O resultado encerra a tentativa do senador de conquistar um novo mandato de oito anos. Fávaro chegou ao Senado após vencer a eleição suplementar de 2020, realizada depois da cassação de Selma Arruda. Naquela disputa, recebeu 371.857 votos.
A trajetória política de Fávaro nos últimos anos também foi marcada por uma mudança de alianças. Em 2022, ele coordenou a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Mato Grosso e, posteriormente, assumiu o Ministério da Agricultura.
A aproximação com Lula provocou críticas de antigos aliados e de setores identificados com a direita. Adversários passaram a classificá-lo como “traidor”, numa referência à aproximação com o petista depois de Fávaro ter contado com apoio de nomes ligados ao então presidente Jair Bolsonaro (PL) na eleição suplementar de 2020. A classificação, portanto, partiu de adversários políticos e não constitui uma descrição objetiva de sua trajetória.
A eleição também terminou sem vitória para a filha do senador, Rafaela Fávaro (PSD). Candidata a deputada estadual, ela recebeu 9.787 votos e não conquistou uma das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Esta foi a segunda participação de Rafaela em uma eleição. Em 2024, ela foi candidata a vice-prefeita de Cuiabá na chapa liderada por Lúdio Cabral (PT). A dupla chegou ao segundo turno, mas foi derrotada por Abilio Brunini (PL).
Apesar da derrota nas urnas neste domingo, Carlos Fávaro não deixa imediatamente o Senado. O atual mandato segue até o início de 2027, quando tomam posse os senadores eleitos em 2026.
Com a nova composição, Fávaro encerra o atual ciclo no Senado após pouco mais de seis anos na Casa, enquanto Rafaela permanece sem mandato eletivo.