Um servidor da Prefeitura de Sinop, identificado como Alcimar Alves de Souza, foi detido na manhã deste domingo (4), durante o primeiro turno das Eleições 2026, após uma ação conjunta da Polícia Militar e da Polícia Federal. No veículo conduzido por ele, foram encontrados materiais de propaganda eleitoral, dois celulares e R$ 1.645 em dinheiro.
A ocorrência começou após denúncias e vídeos publicados nas redes sociais indicarem que um Fiat Argo estaria sendo utilizado para o chamado “derramamento de santinhos” em diferentes pontos de Sinop. A inteligência da Polícia Federal recebeu as informações e acionou a Agência Regional de Inteligência da Polícia Militar para localizar o automóvel.
Por volta das 10h30, o carro foi localizado e abordado. Durante as buscas, os policiais encontraram santinhos, adesivos e dois aparelhos celulares. Os R$ 1.645 estavam guardados no porta-luvas.
Segundo o boletim de ocorrência, Alcimar afirmou aos policiais que havia espalhado material eleitoral pelas ruas, embora tenha alegado que não teria sido em grande quantidade. Ele também declarou que o dinheiro encontrado seria referente ao pagamento pelo serviço de campanha que estava realizando.
Entre os materiais encontrados no veículo havia propaganda de candidaturas que disputavam as eleições deste ano. A presença dos impressos no carro, entretanto, não comprova participação ou conhecimento dos candidatos sobre a conduta investigada.
O servidor e os materiais apreendidos foram encaminhados à Polícia Federal de plantão em Sinop, responsável pela análise da ocorrência e pelas providências cabíveis. O Fiat Argo foi posteriormente liberado ao advogado.
Em balanço divulgado durante a votação, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) classificou uma ocorrência em Sinop envolvendo material eleitoral e R$ 1.645 como suspeita de compra de voto. O registro policial, contudo, ainda depende de apuração e não representa conclusão definitiva sobre a prática de crime ou eventual responsabilização do envolvido.
A legislação eleitoral proíbe determinadas formas de propaganda no dia da eleição, incluindo condutas relacionadas à distribuição de material de campanha. O caso segue sob responsabilidade das autoridades eleitorais e da Polícia Federal.