
O desaparecimento do professor e servidor público Breno Antônio Humberto de Moraes, de 25 anos, completou uma semana neste sábado (3), em Várzea Grande. Sem notícias do jovem desde 26 de setembro, o irmão gêmeo, Bruno Humberto, fez um novo apelo nas redes sociais e relatou a angústia vivida pela família.
Breno desapareceu após sair de casa, no bairro Capela do Piçarrão. Desde então, familiares e amigos realizam uma mobilização para tentar localizar o jovem.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Bruno contou que a família enfrenta dias difíceis desde o desaparecimento.
“São sete dias sem comer direito, sem dormir direito, sem viver com ele”, desabafou.
O irmão também recordou os anos vividos ao lado de Breno e a dedicação dele aos estudos e aos planos para o futuro. Bruno relatou ainda o sofrimento da mãe, que tenta se manter forte enquanto aguarda respostas sobre o paradeiro do filho.
Breno trabalha no Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Professora Jayr Luíza, em Várzea Grande.
No dia em que desapareceu, ele saiu de casa e foi registrado por câmeras de segurança caminhando com um capacete nas mãos. Por volta das 20h26, as imagens mostram Breno subindo na garupa de uma motocicleta e deixando o bairro.
Segundo a família, depois do desaparecimento, mensagens consideradas estranhas começaram a ser enviadas pelo celular do professor. A mãe relatou à Polícia Civil que estranhou a forma como o filho respondia.
Em determinado momento, familiares pediram uma fotografia para confirmar que Breno estava bem. A imagem recebida levantou suspeitas na família de que poderia ter sido produzida ou alterada com inteligência artificial. Essa avaliação, no entanto, é uma suspeita dos familiares.
O caso ganhou novos desdobramentos nos últimos dias. A investigação, inicialmente conduzida pelo Núcleo de Pessoas Desaparecidas, passou para o setor da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) responsável pela apuração de homicídios.
A Polícia Civil informou que existem indícios que levaram os investigadores a trabalhar também com a possibilidade de homicídio. Uma pessoa suspeita de possível envolvimento no caso já foi localizada, mas sua eventual participação nos fatos ainda está sendo apurada.
Até o momento, a morte de Breno não foi confirmada e ele continua oficialmente desaparecido.
Mesmo diante dos novos rumos da investigação, Bruno afirmou que mantém a esperança de encontrar o irmão e agradeceu o trabalho realizado pela Polícia Civil.
Informações que possam ajudar a localizar Breno podem ser repassadas à Polícia Civil pelo telefone 197.
Mín. 21° Máx. 40°