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Câmera registra primeiros meses de onça Maia em Poconé
Maia é filha da onça Baía e integra uma linhagem que já vem sendo acompanhada há anos.
24/09/2026 10h46
Por: Redação

Uma filhote de onça-pintada de aproximadamente quatro meses protagonizou um registro especial no Pantanal de Mato Grosso. Batizada de Maia, a pequena felina foi flagrada por câmeras de monitoramento enquanto explorava o ambiente e brincava com um pedaço de tronco na região de Poconé. 

As imagens foram registradas por equipamentos do Instituto Impacto, instalados na Pousada Piuval. Em um dos momentos, Maia aparece muito próxima da câmera. Em outro, interage com um pedaço de madeira, em um comportamento relacionado à fase de descobertas e desenvolvimento do animal. 

O registro foi feito no dia 2 de setembro, quando Maia estava com cerca de quatro meses. A filhote já vinha sendo acompanhada desde aproximadamente os três meses de vida. 

Filhote nasceu sem irmãos

Segundo o médico-veterinário Paul Raad, do Instituto Impacto, Maia está em uma etapa em que começa a ganhar mais autonomia, explorar o ambiente e desenvolver habilidades que serão importantes durante a vida adulta.

A pequena onça nasceu sem irmãos. Por isso, elementos encontrados no próprio habitat, como o tronco registrado pelas câmeras, acabam fazendo parte das brincadeiras e do processo de aprendizagem da filhote. 

O monitoramento por câmeras permite que os pesquisadores acompanhem essas mudanças sem a necessidade de interferir diretamente na rotina dos animais.

Maia é filha de Baía

A história de Maia também chama atenção por fazer parte de uma linhagem de onças já conhecida pelos pesquisadores que atuam no Pantanal.

A filhote é filha da onça Baía, acompanhada pelo Instituto Impacto desde 2019. Baía, por sua vez, é filha de Nina, outra fêmea conhecida por pesquisadores, fotógrafos e guias que trabalham na região. 

A identificação dos animais é possível principalmente por meio das rosetas, como são chamadas as manchas presentes na pelagem das onças-pintadas.

O desenho dessas marcas é único em cada indivíduo, funcionando de maneira semelhante a uma impressão digital. Dessa forma, os pesquisadores conseguem reconhecer as mesmas onças em diferentes registros feitos ao longo dos anos. 

Câmeras acompanham crescimento

O acompanhamento de Maia desde os primeiros meses permite registrar etapas do desenvolvimento que nem sempre são observadas diretamente na natureza.

Além das brincadeiras, os pesquisadores esperam acompanhar o crescimento, a saúde e o desenvolvimento dos comportamentos que a filhote precisará adquirir para se tornar uma predadora adulta. 

O Instituto Impacto monitora dezenas de onças na região e utiliza os registros para estudar a presença e o comportamento dos felinos no Pantanal.

Por enquanto, Maia segue protagonizando cenas de curiosidade típicas dos primeiros meses de vida: explorando o território, conhecendo novos elementos e transformando até um simples pedaço de tronco em brincadeira.