Um mergulho ao lado de dois pirarucus com cerca de 1,5 metro de comprimento cada chamou atenção nas redes sociais neste fim de semana. O registro foi feito em um rio de águas claras, em Colíder (MT), e mostra os enormes peixes nadando tranquilamente próximos a um homem.
As imagens foram publicadas no sábado (19). No vídeo, Marcelo Faria pula de uma pousada flutuante diretamente na água e começa a nadar próximo aos dois pirarucus.
Quem registrou a cena foi o engenheiro de produção Welington Maronezzi, proprietário da pousada flutuante onde as imagens foram feitas. Segundo ele, os animais vivem naquela região há mais de cinco anos e estão acostumados com a presença de pessoas.
Pirarucus recebem até carinho
A convivência com os peixes é tão frequente que Welington costuma chamá-los de “filhos” nas publicações feitas nas redes sociais.
Em outros registros, o engenheiro aparece dentro da água junto aos animais e chega a acariciar a cabeça de um dos pirarucus. Segundo ele, os dois peixes não costumam apresentar comportamento agressivo durante esses encontros.
Um jacaré que aparece na mesma região também recebe o apelido de “filho” e, conforme o relato de Welington, convive no ambiente onde estão os peixes.
Apesar de permanecerem por longos períodos no local, os pirarucus nem sempre são vistos. De acordo com o proprietário da pousada, durante o período reprodutivo eles podem desaparecer por até três meses, retornando posteriormente para a mesma área.
Gigante de água doce
O pirarucu é considerado um dos maiores peixes de água doce do mundo. A espécie possui uma característica peculiar: precisa subir periodicamente à superfície para respirar o ar atmosférico, utilizando uma estrutura especializada que funciona de maneira semelhante a um pulmão.
A espécie é nativa da Bacia Amazônica e ocorre naturalmente em rios dessa região hidrográfica. Colíder está inserida na área do Rio Teles Pires, pertencente à Bacia Amazônica.
Embora Welington use a expressão “de estimação” para descrever a relação com os animais, os dois pirarucus permanecem livres no ambiente natural e chegam a desaparecer durante determinados períodos do ano.
O vídeo chamou atenção justamente pela proximidade entre os peixes de grande porte e o homem durante o mergulho.