
Uma operação conjunta da Polícia Civil, Energisa Mato Grosso e Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) identificou ligações clandestinas e irregularidades em sistemas de medição de energia elétrica durante fiscalizações realizadas nesta terça-feira (15), em Várzea Grande.
As equipes vistoriaram imóveis comerciais e residenciais em diferentes regiões do município. Entre os locais fiscalizados estavam metalúrgica, borracharia, lava-jato, serralheria, tornearia, empresa de reciclagem, bar e motel, além de uma residência.
Segundo as informações divulgadas, foram encontradas conexões feitas diretamente na rede de distribuição e instalações que impediam ou reduziam o registro correto do consumo de energia.
Fiscalização percorreu diferentes bairros
As equipes passaram pela região do Zero KM e pelos bairros Costa Verde, Ouro Verde e Santa Isabel, onde técnicos verificaram medidores e instalações elétricas.
A Perícia Oficial acompanhou as vistorias e realizou os registros técnicos das irregularidades encontradas, enquanto a Energisa atuou na identificação e retirada das instalações consideradas clandestinas.
Em alguns pontos, as equipes constataram ligações diretamente na rede de distribuição, fazendo com que o consumo não passasse pelo sistema regular de medição. Outras fontes que acompanharam a operação também relatam alterações em medidores destinadas, segundo a investigação, a reduzir o registro do consumo.
Pessoas foram levadas à delegacia
Há uma divergência nas informações divulgadas sobre o número de pessoas conduzidas. A reportagem do Perrengue Mato Grosso informa oito pessoas encaminhadas à Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Várzea Grande, enquanto outras publicações sobre a mesma ação apontam nove conduzidos.
Até a última atualização, a Polícia Civil não havia detalhado quantas pessoas foram efetivamente autuadas em flagrante. A investigação deverá individualizar a responsabilidade de cada envolvido.
No bar localizado na região do Zero KM, segundo o Perrengue Mato Grosso, o responsável não foi encontrado durante a fiscalização.
Prejuízo pode superar R$ 600 mil
Outras informações divulgadas sobre a operação apontam que as irregularidades encontradas podem representar prejuízo superior a R$ 600 mil à concessionária de energia. Mais de 40 profissionais teriam participado da ação, entre policiais civis, técnicos e peritos.
Além das perdas financeiras, instalações clandestinas podem aumentar o risco de choques elétricos, curtos-circuitos e incêndios, principalmente quando executadas sem critérios técnicos e equipamentos adequados de segurança.
A Polícia Civil seguirá analisando os elementos reunidos durante as fiscalizações para esclarecer a responsabilidade dos envolvidos e dimensionar as irregularidades encontradas.
O furto de energia mediante fraude pode ser enquadrado no artigo 155 do Código Penal, mas eventual responsabilização individual dependerá da apuração de cada caso.
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