Educação Avanços educacionais
De alfabetização à tecnologia, 7 cidades de MT inovam no ensino
São 12 iniciativas envolvendo alfabetização, recuperação da aprendizagem, educação inclusiva, tecnologia, equidade e gestão escolar.
11/09/2026 10h44
Por: Redação

Experiências desenvolvidas por redes municipais de ensino de sete cidades de Mato Grosso foram reunidas em uma cartilha que busca compartilhar iniciativas capazes de contribuir para a melhoria da educação pública no Estado.

Ao todo, são 12 práticas educacionais adotadas em Barra do Bugres, Campo Verde, Canarana, Chapada dos Guimarães, Rondonópolis, Sapezal e Tangará da Serra. As iniciativas passam por alfabetização, educação inclusiva, tecnologia, gestão escolar, equidade e diversidade. 

As experiências fazem parte da segunda edição da Cartilha de Boas Práticas em Políticas Educacionais, elaborada pelo Grupo Empreendedor Mato Grosso em Evolução (GEMTE) em parceria com as prefeituras participantes.

O trabalho começou a ganhar forma após um workshop realizado em Cuiabá, em março de 2026, com gestores, equipes técnicas e secretários municipais de Educação. As práticas foram selecionadas levando em consideração aspectos como resultados educacionais, possibilidade de replicação em outras redes, inovação, sustentabilidade e contribuição para a aprendizagem. 

Alfabetização e recuperação da aprendizagem

Uma das iniciativas compartilhadas entre os municípios é a Consolidação das Aprendizagens, direcionada aos estudantes do 3º, 4º e 5º anos do Ensino Fundamental.

A estratégia busca enfrentar defasagens de aprendizagem após os primeiros anos de alfabetização e reúne formação continuada de professores, avaliações periódicas e acompanhamento dos resultados.

Com os dados obtidos, as redes de ensino conseguem identificar dificuldades e direcionar intervenções pedagógicas aos estudantes que precisam de maior acompanhamento.

Em Barra do Bugres e Tangará da Serra, os primeiros resultados apontados pelo projeto incluem avanço nos índices de leitura e redução do número de estudantes considerados em risco de abandono escolar. 

Rondonópolis investe em educação inclusiva

Entre as experiências específicas apresentadas na cartilha está o trabalho desenvolvido em Rondonópolis com as Salas Multissensoriais.

A rede municipal estruturou 22 salas de Atendimento Educacional Especializado (AEE). Os espaços são voltados aos estudantes público-alvo da Educação Especial e permitem acompanhamento individualizado, além de oferecer orientação aos professores e monitoramento das ações desenvolvidas. 

Outro eixo compartilhado pelos municípios é a Formação Continuada de Gestão Escolar, direcionada à preparação de diretores e gestores em áreas como liderança, gestão pedagógica e tomada de decisões.

A proposta é fortalecer a atuação das equipes responsáveis pelas unidades escolares e utilizar a gestão como instrumento para melhorar os indicadores educacionais.

Tecnologia chega às salas de aula

Em Tangará da Serra, uma das iniciativas apresentadas é o projeto Cultura Digital, que ampliou a utilização pedagógica da tecnologia nas escolas municipais.

Mais de 400 professores já participaram das ações de formação, incorporando ferramentas e novas práticas ao cotidiano escolar.

A experiência ultrapassou as fronteiras do município e foi apresentada como referência na Universidade Aberta do Brasil (UAB), em Oiapoque, e na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). 

Experiências podem ser replicadas

A proposta da cartilha não é estabelecer um modelo único para todas as redes municipais, mas apresentar experiências que já estão sendo executadas e que possam servir de referência para outras cidades.

Segundo o gerente de projetos do GEMTE, Pedro Henrique Neves, os municípios interessados podem conhecer as iniciativas, analisar quais delas são compatíveis com a realidade local e utilizá-las como parâmetro para desenvolver novas ações.

O GEMTE é uma organização do terceiro setor, sem fins lucrativos, formada por 25 mantenedores. Segundo a entidade, os acordos de apoio à gestão educacional oferecidos às redes públicas não geram custos aos municípios. 

A organização atua em parceria com municípios e com a Secretaria de Estado de Educação, utilizando acompanhamento de resultados e gestão estratégica para apoiar políticas voltadas à aprendizagem e à equidade na educação pública.