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Bombeiros combatem 13 incêndios florestais em nove municípios de Mato Grosso

Nas últimas 24 horas, o Estado também registrou 370 focos de calor, sendo 217 no Cerrado, 152 na Amazônia e um no Pantanal.

15/08/2026 às 09h28
Por: Redação
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Bombeiros combatem 13 incêndios florestais em nove municípios de Mato Grosso

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combate, nesta sexta-feira (14), 13 incêndios florestais em diferentes regiões do Estado. As ocorrências estão concentradas em Paranatinga, Nova Santa Helena, Rondonópolis, Rosário Oeste, Novo Santo Antônio, Peixoto de Azevedo, Campinápolis, Pedra Preta e União do Sul.

Nas últimas 24 horas, três incêndios foram controlados em Nova Ubiratã, Nova Xavantina e São José do Rio Claro. Segundo o CBMMT, esses focos não apresentam risco imediato de propagação, mas continuam sendo monitorados pelas equipes para evitar reignições e eliminar possíveis focos remanescentes.

Paranatinga concentra cinco frentes

Em Paranatinga, os bombeiros atuam em cinco frentes de combate. Uma delas está às margens da MT-130, nas proximidades da área urbana. Outra ocorre nas imediações da Terra Indígena Marechal Rondon, enquanto duas equipes trabalham próximas à MT-020 e outra atua na MT-129.

Na MT-130, o combate conta com uma aeronave do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), que já lançou aproximadamente 21 mil litros de água sobre as áreas atingidas.

A operação também recebe apoio de brigadistas e de máquinas, incluindo caminhões-pipa, uniport e pá-carregadeira, disponibilizados por produtores rurais e pela concessionária da rodovia.

Nas proximidades da Terra Indígena Marechal Rondon, os bombeiros utilizam maquinário para facilitar o acesso aos pontos atingidos e auxiliar na contenção das chamas. Os focos registrados na MT-129 são considerados de menor proporção.

Incêndio em Nova Santa Helena recebe apoio de aeronave

Em Nova Santa Helena, o fogo atinge uma área de assentamento sob responsabilidade da União. O CBMMT solicitou reforço ao Centro Integrado Multiagência de Coordenação Operacional Federal (Ciman), mas ainda aguardava retorno.

Enquanto isso, os militares trabalham de forma ininterrupta nos focos ativos. A aeronave empregada na operação já realizou lançamentos de aproximadamente 54 mil litros de água.

O combate também conta com brigadistas, equipes da Força Nacional e produtores rurais, que disponibilizaram sete máquinas para auxiliar as equipes.

Outros municípios também têm focos ativos

Em Rondonópolis, o combate ocorre no Parque Estadual Dom Osório Stoffel. Já em Rosário Oeste, os trabalhos estão concentrados nas proximidades da cabeceira do Rio Cuiabá.

Também existem equipes mobilizadas em Novo Santo Antônio, Peixoto de Azevedo, Campinápolis, Pedra Preta e União do Sul. Nesses municípios, os focos são considerados de menor proporção e permanecem sob monitoramento e controle.

Quando necessário, as ações recebem apoio do GAvBM, da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar.

Estado registra 370 focos de calor

Além dos incêndios em combate, Mato Grosso registrou 370 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem do Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), realizada às 17h.

Do total, 217 focos foram identificados no Cerrado, 152 na Amazônia e um no Pantanal.

Em terras indígenas, foram registrados 147 focos de calor. Os maiores números estão na Terra Indígena Parabubure, em Campinápolis, com 54 focos; na Terra Indígena Areões, em Nova Nazaré, com 30; e na Terra Indígena Marãiwatsédé, em Alto Boa Vista, com 27.

O CBMMT reforça que um foco de calor, isoladamente, não significa necessariamente a existência de um incêndio florestal. O registro indica uma área com temperatura elevada detectada por satélite e pode ou não estar relacionado ao fogo.

Nas terras indígenas, o combate aos incêndios é de responsabilidade dos órgãos do Governo Federal, já que o Estado não possui autorização para atuar nessas áreas.

Fiscalização monitora uso irregular do fogo

Em União do Sul, o Corpo de Bombeiros também monitora o uso irregular do fogo por meio da Operação Infravermelho. A fiscalização é realizada a partir da Sala de Situação Central, no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.

Com imagens de satélite e outras tecnologias, os agentes procuram identificar áreas com risco de incêndio ou onde o fogo tenha sido iniciado de maneira irregular. A operação também busca responsabilizar os responsáveis pelas ocorrências.

Desde o início do período proibitivo do uso do fogo, o CBMMT já atuou na extinção de incêndios em diversos municípios, entre eles Boa Esperança do Norte, Canarana, Dom Aquino, Chapada dos Guimarães, Colniza, Guarantã do Norte, Guiratinga, Nova Maringá, Paranatinga, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rosário Oeste, Rondonópolis, São Félix do Araguaia e União do Sul.

Uso do fogo está proibido

O uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais está proibido nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, a prática é proibida durante todo o ano.

O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e resultar em penalidades previstas na legislação.

Casos de uso irregular do fogo podem ser denunciados pelo 193, do Corpo de Bombeiros Militar, ou pelo 190, da Polícia Militar.

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