
O deputado estadual Júlio Campos (UB) afirmou que votará em Wellington Fagundes (PL) na disputa pelo Governo de Mato Grosso, mas disse que não poderá participar abertamente da campanha do candidato em razão das regras de fidelidade partidária.
Segundo Júlio, a estratégia será manter uma atuação discreta enquanto concentra esforços na própria campanha pelo Republicanos, partido que integra a aliança governista. Apesar da limitação, o parlamentar deixou claro que não pretende apoiar o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) na disputa.
“Eu não tive presença na convenção [de Wellington], porque acho que tenho que ter o meu comportamento dentro das normas de fidelidade partidária. Vou até trabalhar discretamente, mas sem participar de grandes movimentações. Vou cuidar da minha campanha”, afirmou.
O deputado também declarou que não ficará neutro na eleição e que seguirá o grupo dissidente dentro do partido.
“A minha campanha oficial será dentro do Republicanos [em razão da aliança], mas eu não vou votar no Otaviano Pivetta. Vou seguir a ala dissidente”, disse.
Júlio critica Mauro Mendes após derrota de Jayme
A posição também está relacionada ao rompimento político entre a família Campos e o ex-governador Mauro Mendes (UB), candidato ao Senado.
Júlio voltou a criticar a atuação de Mendes durante a convenção partidária que definiu os rumos do União Brasil e PP. Na ocasião, Jayme Campos tentou viabilizar sua candidatura ao Governo de Mato Grosso, mas acabou derrotado no processo que levou os partidos a apoiar Pivetta.
Para Júlio, a forma como o episódio ocorreu inviabilizou qualquer possibilidade de apoio a Mauro Mendes.
“A agressividade com que ele agiu na convenção não dá razão para a gente dizer que vai votar em Mauro Mendes. E nem meus amigos irão votar em Mauro Mendes, nem quem gosta de Júlio Campos vai votar em Mauro Mendes”, declarou.
O deputado classificou a postura do ex-governador como “truculenta” e “ditatorial” e afirmou que não pretende votar nele para o Senado.
Janaina Riva terá voto de Júlio Campos
Para o Senado, Júlio Campos afirmou que já decidiu apoiar a deputada estadual Janaina Riva (MDB).
O parlamentar, porém, ainda não definiu quem receberá seu segundo voto para o Senado. Entre os nomes avaliados, citou o ex-governador Pedro Taques e o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro.
“Estou pensando ainda. Tem Pedro Taques, tem [Carlos] Fávaro, tem tantos companheiros, candidatos ao Senado que não faltam”, afirmou.
Dessa forma, Júlio mantém uma posição política distinta da aliança oficial de seu partido para o Governo, ao mesmo tempo em que afirma respeitar as limitações impostas pela fidelidade partidária durante a campanha.
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