Câmeras de segurança registraram Daniel de Sousa do Nascimento, de 33 anos, agredindo a própria esposa enquanto ela segurava um bebê no colo, em Sinop. Outra criança também presenciou a violência.
Momentos depois, Daniel foi encontrado baleado dentro da residência e morreu. A Polícia Civil instaurou inquérito nesta segunda-feira (10) para esclarecer as circunstâncias da morte. Um dos principais pontos apurados é o fato de a arma utilizada no disparo não ter sido localizada.
Câmera registrou agressão antes do disparo
As imagens mostram Daniel agredindo a companheira enquanto ela estava com o bebê. Após a violência, a mulher deixa o local acompanhada dos filhos.
Segundo o delegado Braulio Junqueira, depois que a mulher sai, Daniel retorna para dentro da residência. Posteriormente, um disparo pode ser ouvido.
“O vídeo mostra ele agredindo ela e logo depois que ela sai correndo ele entra e ouve-se um disparo. Agora estamos vendo as câmeras para identificar quem entrou na casa depois do disparo”, explicou o delegado.
Os investigadores analisam outras gravações para reconstruir a movimentação na residência e verificar se alguém entrou no imóvel após o tiro.
Arma não foi encontrada dentro da residência
A Polícia Militar foi acionada após receber informações de que havia um homem baleado dentro de uma casa.
Ao chegar, os policiais encontraram Daniel caído próximo à porta de entrada, de bruços e ainda com sinais vitais.
O Corpo de Bombeiros prestou atendimento, mas ele não resistiu.
Durante as buscas, nenhuma arma de fogo foi encontrada no imóvel. Os policiais, entretanto, localizaram um coldre próximo ao corpo.
A ausência da arma passou a ser um dos elementos considerados pela investigação.
Mulher deixou casa com os filhos após agressões
A companheira relatou à polícia que ela e Daniel consumiam bebida alcoólica antes das agressões.
Depois de ser agredida, ela teria deixado a residência com os filhos para procurar ajuda. Conforme o relato, a mulher ouviu um disparo enquanto estava fora da casa e seguiu para a residência de familiares.
Ela também informou aos policiais que Daniel possuía uma arma de fogo.
Polícia tenta esclarecer quem entrou na casa após o tiro
A Polícia Civil deverá ouvir novamente a mulher e analisar as gravações disponíveis para determinar a sequência exata dos acontecimentos.
Segundo o delegado, os elementos reunidos até o momento não permitem concluir que tenha ocorrido um homicídio. Por outro lado, o desaparecimento da arma utilizada no disparo é considerado uma circunstância relevante para a investigação.
O inquérito deverá esclarecer a origem do tiro, o paradeiro da arma e se outra pessoa esteve na residência depois do disparo.