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MT chega a 99% da colheita do milho e produção deve alcançar 57,39 milhões de toneladas

Agora, com a colheita praticamente encerrada, outra preocupação ganha força no campo: o custo da próxima safra.

11/08/2026 às 12h59
Por: Redação
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MT chega a 99% da colheita do milho e produção deve alcançar 57,39 milhões de toneladas

Mato Grosso está praticamente concluindo a colheita do milho segunda safra 2025/26. Até o dia 8 de agosto, 99,10% da área cultivada já havia sido colhida, com produção estimada em 57,39 milhões de toneladas.

Os números fazem parte do relatório de agosto do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), elaborado com base em pesquisa de campo realizada em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT).

Área plantada chega a 7,43 milhões de hectares

A área cultivada foi consolidada em 7,43 milhões de hectares, crescimento de 2,41% em relação à temporada anterior.

Na comparação com o relatório divulgado em julho, houve aumento de 0,57%.

Já a produtividade média foi mantida em 128,67 sacas por hectare.

Para dimensionar as áreas cultivadas, o levantamento utiliza informações obtidas junto aos produtores, além de técnicas de geoprocessamento e sensoriamento remoto.

Consumo praticamente alcança toda a produção

Outro número que chama atenção é a projeção de consumo. Para a temporada 2025/26, o Imea estima uma demanda total de 57,20 milhões de toneladas, volume muito próximo das 57,39 milhões de toneladas previstas para serem produzidas.

O consumo dentro de Mato Grosso deverá alcançar 22,10 milhões de toneladas, avanço anual de 9,12%.

Um dos principais fatores para o crescimento é a expansão das usinas de etanol de milho, que ampliaram a demanda pelo cereal produzido no estado.

O mercado interestadual deverá consumir outros 11 milhões de toneladas, alta de 6,18%.

Com maior absorção no mercado interno e em outros estados, a projeção de exportações caiu 1,09%, ficando em 24,10 milhões de toneladas.

Excesso de chuva prejudicou parte das lavouras

Apesar do elevado volume produzido, a temporada também foi marcada por dificuldades climáticas em algumas regiões.

Segundo Gilson Antunes de Melo, vice-presidente Oeste da Aprosoja MT, houve produtores que conseguiram aumentar a produção, enquanto outros registraram perdas na comparação com o ciclo anterior.

“Na região Oeste, por exemplo, houve produtores que aumentaram a produção e muitos que perderam em relação ao ano passado”, afirmou.

O excesso de chuva registrado em março e abril favoreceu o surgimento de doenças e prejudicou a eficiência da adubação nitrogenada em determinadas áreas.

Janela de plantio fez diferença no resultado

Segundo Melo, a época em que cada lavoura foi implantada teve influência importante sobre o desempenho.

Embora algumas regiões tenham iniciado o plantio ainda no fim de setembro, parte das áreas acabou sendo semeada mais tarde.

O atraso empurrou determinados plantios para o fim de janeiro e até para a segunda quinzena de fevereiro, expondo as lavouras a condições de maior umidade.

Em Porto dos Gaúchos, o produtor Peterson Piovezan Staniszewski encerrou a colheita em 9 de julho e terminou o ciclo com produtividade ligeiramente abaixo da expectativa.

“Investimos um pouco mais em relação às últimas safras de milho, mas não chegou a agregar em produtividade. Ficamos dois sacos abaixo do que esperávamos”, relatou.

Produtores já olham para os custos da próxima safra

Com a colheita praticamente encerrada, as atenções começam a se voltar para o próximo ciclo.

O custo de produção aparece entre as principais preocupações antes das novas decisões de plantio.

“A maior preocupação do produtor é o custo da próxima safra. É fechar a conta”, afirmou Gilson Antunes de Melo.

Staniszewski também ainda não concluiu a compra dos insumos e afirma que fatores como preço do milho e condições climáticas serão determinantes para definir o nível de investimento no próximo ciclo.

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